Com sete pontos, na segunda colocação do Grupo 5 da Libertadores, o Vasco precisa da vitória diante do lanterna Alianza Lima, nesta terça-feira, às 22 horas, no Peru, para encaminhar sua classificação para as oitavas de final. Em caso de derrota, a equipe precisaria vencer o Nacional, na última rodada, no Uruguai, para avançar. Por isso, todos no time carioca veem o jogo desta terça como uma “final”.

“É uma final para o Vasco. Sabemos das dificuldades que vamos encontrar. O Alianza, em casa, é muito forte”, disse o meia Felipe, que será titular na vaga de Juninho Pernambucano. “O Vasco depositou todas as fichas na Libertadores e podemos dar o primeiro passo vencendo o Alianza fora de casa”, completou.

Nem mesmo a má fase de equipe adversária, que conquistou apenas três pontos em quatro partida, empolga os vascaínos. “É um adversário que está passando por um momento difícil, mas vai querer vencer (…) Vamos procurar suportar a pressão, colocar a bola no chão e manter a calma”, comentou Felipe.

Para conseguir a vitória, o técnico Cristóvão Borges pediu que seus jogadores atuem com inteligência e mantenham a calma. O treinador não quer que o time repita o descontrole emocional que teve diante do Libertad, quando vencia por 1 a 0, fora de casa, mas acabou tomando o empate depois que Diego Souza foi expulso por agressão.

“Conversamos muito sobre o jogo contra o Libertad, mas sabemos que sempre é possível acontecer de novo”, alertou. “Quando a atuação do juiz é irritante, por exemplo, os jogadores perdem a paciência. E com o time apanhando, fica ainda mais difícil o controle. Mas é claro que a tranquilidade tem que existir. Sabemos que essas coisas acontecem, mas vejo os jogadores preparados”, afirmou.