O aditivo protocolado ontem no Tribunal de Contas do Paraná (TCE), pelo governo estadual e a Prefeitura de Curitiba, apresentou o valor total das obras da Arena da Baixada em R$ 184,6 milhões. Porém, o documento não define esse valor como definitivo, dando margem a reajustes, como aconteceu desde a assinatura do convênio que firmou a parceria entre os dois governos e o Atlético. Em setembro de 2010, data da assinatura da parceria, a obra estava orçada em R$ 135 milhões. “Eu não posso garantir que não tenha aumento. Este é um levantamento que o clube fez e com avaliação de alguma consultoria que deve ter atestado este valor. Mas não estou na gestão da obra para garantir isso”, disse o secretário estadual de assuntos para Copa do Mundo, Mário Celso Cunha.

A mesma declaração é feita pelo secretario municipal da Copa, Luiz de Carvalho, que também não dá garantias quanto aos valores finais do estádio. “São R$ 184 milhões, mas não sou responsável pela execução do projeto. Isso é do Atlético. Se eu falar que não vai alterar, estaria sendo inconsequente”, afirmou. Mas para Mário Celso, o valor não deve sofrer modificações, mesmo que ele não possa dar garantias. A justificativa é que o clube, por ser uma empresa privada, não vai querer onerar seus cofres e alienar bens por uma dívida ainda maior. “É o clube que vai responder por isso. Quando muito, se precisar de um aumento, vai receber em potencial construtivo. Mas acho difícil acontecer, porque o clube tem interesse em não extrapolar. O empenho é até maior do que se fosse em um estádio público”, explicou o secretário.

O documento entregue ao TCE ontem, será avaliado em regime de urgência, mas sem prazo para resposta quanto à validação . Até que a análise seja concluída, os recursos seguem suspensos, seja para o Atlético ou qualquer outra obra de mobilidade urbana.