Vadão ainda não decidiu se escala reservas contra o Grêmio

O técnico Vadão aposta no mistério e não confirma o time do Atlético que enfrenta o Grêmio, amanhã na Baixada.

A expectativa é que o treinador escale uma equipe quase toda formada por reservas.

Os titulares devem ser poupados para o jogo contra o Pachuca, do México, pela semifinal da Copa Sul-Americana, na próxima quarta-feira.

Nada menos do que 31 atletas estão relacionados para a partida de amanhã. A maior novidade da lista é o atacante Dagoberto. Ele não entra em campo desde o dia 13 de agosto, quando enfrentou o próprio Grêmio, em Caxias do Sul. O Atlético perdeu por 2 a 0 e Dago foi expulso. Seu último gol com a camisa rubro-negra foi marcado em 1.º de março, contra o J. Malucelli, pelo campeonato estadual.

Ontem, o elenco participou de um coletivo no CT do Caju. O time de cima formou com Cléber; Evanílson, César, Gustavo e Ivan; Marcelo Silva, William e Válber; Dagoberto, Pedro Oldoni e Paulo Rink. Porém, Vadão preferiu não confirmar a equipe e vai manter o mistério.

Por enquanto, as únicas mudanças confirmadas são as entradas de Evanílson e Ivan nas laterais. Eles substituem Jancarlos, que recebeu o terceiro cartão amarelo contra o Corinthians, e Michel, expulso. ?Quero fazer um bom jogo, para mostrar ao Vadão e à torcida que tenho condições de brigar por um lugar no time?, disse Ivan.

O lateral-esquerdo quer apagar a péssima impressão deixada em sua última partida. Ele atou na derrota de 5 a 0 para o Botafogo, na Baixada, e foi um dos mais vaiados pela torcida. ?Eu não estava no melhor de minha forma física e isso contribuiu para que a torcida pegasse no meu pé. Agora, quero apagar essa passagem da minha carreira?, afirmou.

Mesmo sem ser prioridade, uma vitória contra os gaúchos é importante para o Furacão. Na 13.ª posição, o time luta para confirmar uma vaga na Sul-Americana do ano que vem. ?Para mim, esse jogo vale muito. Vou fazer o máximo para ajudar o Atlético.

Se o Vadão poupar alguns jogadores é porque todos os atletas têm qualidades e temos que entrar pensando em vencer?, ressaltou Evanílson.

A partida é a última do Furacão diante de sua torcida neste Brasileiro.

O jogo contra o Figueirense, no próximo dia 26, será realizado com os portões fechados.

Furacão vai jogar na Vila

A Vila Capanema será o palco do jogo entre Atlético e Figueirense, no próximo dia 26. O Furacão foi punido pelo STJD com a perda de mando de campo dessa partida, devido à confusão antes do clássico com o Paraná, na Kyocera Arena.

A escolha da Vila é mais uma marca do bom relacionamento entre as diretorias de Atlético e Paraná. Em nota oficial, a direção do Furacão agradece o apoio do presidente paranista, José Carlos de Miranda. Uma carta redigida pela cúpula tricolor foi usada pela defesa rubro-negra no STJD e ajudou a aliviar a barra do time da Baixada, que corria o risco de perder até dez mandos de campo.

No clássico, dois torcedores do Atlético, que entraram em campo com o time, portando bandeiras, se envolveram em uma discussão com jogadores do Paraná. Os atleticanos foram detidos e retirados de campo pela Polícia Militar.

Por trás da ?gentilieza? tricolor pode estar um acordo que beneficiaria o Paraná, em caso de classificação para a Libertadores. Como a Vila não tem capacidade mínima de 20 mil pessoas, exigida no regulamento da competição, uma das possibilidades estudadas pelo Tricolor é disputar os jogos do torneio internacional na Baixada.

A alternativa agrada ao Atlético, que ganharia com a divulgação de seu estádio e patrocinadores em toda a mídia latino-americana.

Mais problemas

O Atlético ainda corre o risco de uma nova punição. Na partida contra o Corinthians, um copo foi arremessado no gramado e atingiu o árbitro Luis Antônio Silva Santos. O juiz relatou o fato na súmula, o que pode levar o Furacão novamente ao banco dos réus do STJD.

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