Nova York (AE) – Não há o charme de Roland Garros, nem o tradicionalismo e pompa de Wimbledon, muito menos a quietude e tranqüilidade do Aberto da Austrália, o US Open é na verdade a mais popular festa do tênis mundial. Desde que deixou a sofisticada sede em West Side Forest Hills, há mais de 20 anos, os organizadores da USTA (a toda poderosa associação de tênis dos Estados Unidos) investiram na popularização.

Construíram um complexo chamado Centro Nacional de Tênis em pleno bairro de Queen?s, a 40 minutos de Manhattan, e homenagearam os ídolos locais, como os afro-americanos Louis Armstrong, gênio musical que deu nome ao primeiro grande estádio de Flushing Meadows, e depois Arthur Ashe, atualmente o maior palco da modalidade, com capacidade para 23 mil pessoas.

A festa é também rica. O US Open é o recordista em premiação, com mais de US$ 17,7 milhões distribuidos para cerca de 600 participantes. Só entrar na primeira rodada da chave principal já significa embolsar um cheque de US$ 15 mil e se o talento permitir ganhar sete jogos dará ao vencedor o prêmio de US$ 1,1 milhão. O torneio é também o primeiro a descartar machismos. Homens e mulheres ganham exatamente as mesmas cifras.

Ainda assim, o US Open é um dos mais lucrativos torneios do Grand Slam. A bilheteria ajuda, com mais de 50 pessoas entrando no complexo de Flushing Meadows, diariamente, por duas semanas. Mas o grande negócio vem com uma lista imensa de patrocinadores e o enorme interesse de grandes empresas em estar no evento.

Para os jogadores, o US Open é também um grande negócio. O torneio é a maior vitrine do tênis. É o lugar onde são fechados os melhores contratos de patrocínios e onde tudo acontece, com a maior repercussão de mídia do planeta na modalidade. Até mesmo para os juvenis, uma boa campanha pode significar a assinatura com uma das grandes agências promocionais.

Na quadra, não falta emoção, com jogos para todos os gostos. Este ano, uma atração extra. Apesar de a campeã ser a russa Svetlana Kuznetsova, quem promete fazer o maior sucesso é outra russa, Maria Sharapova, que pela primeira vez entra num Grand Slam como cabeça-de-chave número 1. No masculino, Roger Federer tenta manter sua hegemonia em clima onde os norte-americanos farão de tudo para ver Andy Roddick, enfim, buscando uma vitória sobre o suíço, número 1 do mundo. Tudo isso com a cidade de Nova York como pano de fundo.

Um dia muito especial com as crianças

Rio de Janeiro (Agência Placar) – O US Open começa oficialmente amanhã, em Nova York, mas antes de os melhores tenistas do mundo iniciarem a luta pelo título do último Grand Slam da temporada, as crianças ganham vez em Flushing Meadows. Ontem, todas as crianças que quiseram participar, aprender a jogar, bater bola com seus ídolos, puderam entrar, gratuitamente, no Arthur Ashe Kid?s Day.

Tricampeão de Roland Garros, Gustavo Kuerten foi uma das principais atrações do evento, ao lado de John McEn-roe, Jim Courier, James Blake e Donald Young. Ele esteve entre as crianças e jogou com a garotada, no ?Beat The Pro – vença o profissional?, em uma das quadras de Flushing Meadows.

?É um grande evento para o tênis, já tradicional no US Open, para incentivar as crianças a fazerem esporte e a jogar tênis e pra mim, é uma honra participar, entre tantos campeões e jogadores americanos,? disse Guga, que ganhou, no ano passado, o Troféu Humanitário Arthur Ashe, por suas ações com o Instituto Guga Kuerten.

O tenista estréia contra o norte-americano Paul Goldstein. Guga está alternando treinos com o técnico Hernan Gumy e disputa de sets com os tenistas do circuito, como Janko Tipsarevic e Juan Monaco. A estréia ainda não tem data marcada.