Somente um mês separa a volta do torcedor do Atlético para a Arena da Baixada. Dois anos e meio depois do último jogo oficial no estádio atleticano – vitória por 1×0 sobre o Coritiba no dia 4 de dezembro de 2011 -, a torcida do Furacão entra agora em contagem regressiva para voltar a frequentar o novo e moderno caldeirão rubro-negro no dia 7 de setembro, contra o Palmeiras. Mais do que a volta da torcida atleticana para a sua verdadeira casa e do fim da peregrinação do time, pode ser o início de uma nova era e de um novo patamar que o clube deve alcançar em um curto período.
A principal transformação estará ligada diretamente às finanças do clube, que depois do período da Copa do Mundo, parecem que não estão como o clube planejava, sobretudo com diversas dívidas com empresas e empreiteiras que trabalharam na reforma e ampliação da Arena da Baixada. O primeiro reflexo positivo da volta do torcedor atleticano ao Joaquim Américo estará nas receitas de bilheteria.
Ainda cumprindo a punição imposta pelo STJD por causa das brigas entre atleticanos e vascaínos pela última rodada do Brasileirão do ano passado, na Arena Joinville, o Atlético fez dois jogos com portões fechados e tem ainda mais dois para realizar com a Arena fechada. Contra Criciúma e Fluminense, o Furacão pagou para jogar e teve prejuízo de R$ 45.324,35.
Além das bilheterias, o Atlético terá outras formas de potencializar as suas receitas. O clube poderá começar a negociar os novos camarotes da Arena da Baixada e, a principal meta do clube é alcançar os 40 mil sócios até o final do ano, ou seja, angariar aproximadamente 16 mil novos associados até dezembro. Por fim, com a volta do torcedor, a diretoria deverá ter mais facilidade para negociar um contrato mais atrativo da venda do naming rights do novo Joaquim Américo.
Dentro de campo
Depois que venceu o Coritiba por 1×0, em dezembro de 2011, mas mesmo assim caiu para a Série B do Campeonato Brasileiro, o Atlético, como mandante, atuou em dez locais diferentes, mas parece não ter sentido tanto a falta da Arena da Baixada. Foram 91 partidas oficiais disputadas neste período, com 56 vitórias, 26 empates e apenas nove derrotas, totalizando aproveitamento de 71%.
O time atleticano, neste período, também conseguiu importantes conquistas. Em 2012, o Furacão conseguiu seu retorno para a elite do futebol nacional atuando em Paranaguá, na Vila Capanema e por último no Ecoestádio Janguito Malucelli. No ano passado, o time foi vice-campeão paranaense disputando as partidas no Janguitão e na Vila Olímpica, e garantiu a vaga na Libertadores e o vice-campeonato da Copa do Brasil fazendo da Vila Capanema a sua casa.
Neste ano, para cumprir os cinco jogos a 100 km de distância de Curitiba, o Furacão continuou a sua peregrinação. O time atleticano, antes de voltar a atuar na Arena da Baixada com portões fechados, passou pelo Orlando Scarpelli, em Florianópolis, pelo Mané Garrincha, em Brasília, pelo Willie Davids, em Maringá e pelo João Havelange, em Uberlândia.
O retorno
O duelo entre Atlético e Palmeiras, no dia 7 de setembro, marcará também a volta da torcida organizada Os Fanáticos a um estádio da capital. O novo presidente do grupo, Adilson Pereira, frisou que a facção, depois de seis meses de punição por causa da briga com torcedores do Vasco, no final do ano passado, em Joinville, voltará à Arena da Baixada mais consciente. “Nós estamos conversando com todos os associados e botando na cabeça de todos para acabar com as brigas nas arquibancadas. Voltaremos com uma nova ideia de torcida”, garantiu.
Já para a partida contra o Palmeiras, as cadeiras do setor inferior da Buenos Aires deverão ser retiradas para que a organizada volte também a fazer uma grande festa no novo caldeirão. “Voltaremos com mais bandeir,as e mais faixas. Estamos estudando o projeto para essa volta. As cadeiras serão retiradas no local onde sempre ficamos desde o primeiro jogo contra o Palmeiras”, concluiu o presidente da Fanáticos.



