A epidemia de dengue que atinge o Rio de Janeiro já ameaça tirar da cidade algumas competições de elite do esporte, como o Troféu Maria Lenk de Natação, a última seletiva olímpica para os Jogos de Pequim, marcado para acontecer entre os dias 6 e 11 de maio. Por enquanto, a competição foi mantida no Rio pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), mas o assunto será reavaliado em 14 de abril, numa reunião entre a entidade e as autoridades sanitárias da cidade e do estado.

O Troféu Maria Lenk é o mais importante campeonato de natação entre clubes do Brasil e, dessa vez, valerá como seletiva para Pequim. Por isso mesmo, irá reunir os principais nadadores brasileiros da atualidade. Portanto, seria um escândalo se algum atleta olímpico tivesse problema com sua preparação ou até mesmo ficasse fora das Olimpíadas por causa de uma dengue adquirida no Rio.

Mesmo antes do Pan, no ano passado, já havia uma grande apreensão dos nadadores por causa da dengue. Flávia Delaroli, especialista nos 50 metros livre, que está disputando o Grand Prix de Palo Alto, na Califórnia (EUA), como parte de sua preparação olímpica, foi uma das atletas que prepararam uma bolsa recheada de repelentes para o corpo e o ambiente antes da viagem ao Rio, precaução que deve repetir agora. ?Sou mesmo bem precavida. Imagine comprometer a temporada por uma doença que pode ser evitada?, explicou.

A piscina do Parque Aquático Maria Lenk – batizado assim em homenagem à primeira nadadora olímpica do Brasil, que morreu no ano passado – é aberta, sem cobertura, o que aumenta a exposição dos nadadores e a preocupação com a presença do mosquito da dengue na área.