Em julho de 2007, o Paraná-Online retratou a lamentação dos grandes clubes de Curitiba frente ao fracasso do plano de sócio-torcedor. Atlético e Coritiba juntos não somavam 10 mil adeptos, e o Paraná Clube nem cogitava lançar o modelo alegando que não valia a pena.
Menos de um ano depois, a situação reverteu-se. Se ainda não atingiu cifras de impressionar, o modelo finalmente caiu no agrado do torcedor paranaense e começa a trazer frutos aos cofres dos clubes.
De lá para cá, o bolso do torcedor, o custo das adesões e a estrutura do futebol brasileiro pouco mudaram. A mudança talvez se explique pela insistência. O Atlético penou três anos sem ter sucesso – em 2006, por exemplo, vendeu só 2.500 pacotes. Até julho do ano passado, havia negociado 3.600. Este ano, a cifra de cadeiras negociadas já se aproxima de 16 mil.
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| Atlético saiu na frente da campanha. E metas são ambiciosas. |
O Coritiba pegou carona na empolgação da galera com o retorno à Série A. Na metade do ano passado, a boa campanha na Segundona havia atraído 5.500 associados, número que o clube considerava até satisfatório diante do fiasco dos planos anteriores. Hoje o número quase triplicou e o clube já sonha com 25 mil adeptos até o final de 2008.
Já o Paraná Clube lançou sua campanha há apenas um mês e soma 1.500 associados. O número não empolga, mas a diretoria projeta um crescimento gradual. Nos primeiros quatro dias, mil pessoas compraram o pacote, mas os maus resultados na Segundona brecaram o ânimo do torcedor.
Os dirigentes mostram-se otimistas, mas falta um longo caminho para o sócio-torcedor virar uma fonte segura de receita para os paranaenses. Números como os 170 mil associados do Benfica, ou os 157 mil do Barcelona são irreais diante do quadro local. O exemplo do Internacional, com 78 mil sócios, pode ser a fonte de inspiração para nossos clubes.
Confira na edição de amanhã, como anda a campanha de sócio-torcedor do Paraná Clube, das pretensões do emergente Toledo, e do Londrina que outrora já assustou o Brasil.
Em outra reportagem especial, o Paraná-Online conta também como o Inter se transformou em modelo de sócios-torcedores no Brasil.



