Em uma temporada marcada por oscilações, o Paraná Clube tenta retomar sua concentração, agora mirando a Copa do Brasil. Na semana que vem, o Tricolor tem pela frente uma decisão – encara o São Bernardo-SP, no Ecoestádio – e os jogadores admitem a necessidade de o grupo reagir. Até aqui, o time de Toninho Cecílio disputou 21 jogos, mas só conseguiu desempenho realmente convincente nos clássicos contra Coritiba, Atlético e Londrina.

Nas demais partidas, o que se viu foi um futebol pobre, nivelado por baixo. “Esse nosso segundo turno foi realmente ruim. Não sei o que aconteceu. Acho que precisamos conversar entre nós, pois estamos devendo um futebol melhor para o nosso torcedor”, disse o volante Zé Luís. Na sua visão, não cabem cobranças ao técnico Toninho Cecílio. “O trabalho dele é muito bom. Há uma boa sintonia e a responsabilidade é apenas de nós, jogadores. Nós é que entramos em campo e não estamos produzindo tudo o que podemos”, disse.

Para Zé Luís, uma conversa apenas entre jogadores não é frequente, mas necessária neste momento. “Estamos nos aproximando de um jogo decisivo. Então, a reação tem que ser imediata”, cravou. Na avaliação do experiente volante, a última boa jornada foi no clássico frente ao Coritiba. Opinião compartilhada pelo outro cabeça de área de time, Ricardo Conceição. “Enfrentamos um time de Série A e conseguimos nos impor, fora de casa. E aquele espírito deveria estar presente, sempre”, afirmou. “Tivemos problemas com algumas ausências. Mas, independente disso podemos e devemos render mais”. Conceição também considera válida essa cobrança interna, de jogador para jogador.

Zé Luís reconhece que o grupo se desmotivou ao perceber que não teria condições de brigar pelo título. Só que esta “acomodação” não poderia ter se estendido por tanto tempo. “Estreamos na Copa do Brasil, uma competição completamente diferente, e não fomos bem. Temos que acertar isso, pois é importante passar pelo São Bernardo e começar a projetar o Brasileiro”, analisou o volante. Sobre esse tema, o jogador disse ainda estar aguardando um contato para a renovação de seu vínculo. “Tenho mais um mês de contrato. Gostaria de ficar, mas quem decide isso é a diretoria. É claro que o quanto antes a gente resolver, melhor. Assim, posso programar também as questões familiares”, concluiu.