| Lucimar do Carmo |
| Entre os cotados pro cargo de diretor de futebol está o conhecido Otacílio Gonçalves. |
O Paraná Clube promete uma gestão profissional para o seu departamento de futebol a partir de 2008. Desde a saída de José Domingos e de Zeomar Marchette – vice e diretor de futebol, respectivamente – o setor está sob o comando único de Durval Lara Ribeiro. Além da busca por reforços, o novo vice está também tratando da liberação de jogadores que não permanecerão na Vila Capanema. Um trabalho lento diante da própria estrutura atual do clube.
?Não falo nem em cargos remunerados. Mas é verdadeiro que hoje o Paraná ainda é muito amador em vários aspectos?, disse Vavá Ribeiro. Em termos diretivos, o vice pretende contar ao menos com um ?braço-direito?, que além de uma maior sintonia com o grupo de jogadores seja um profundo conhecedor do futebol brasileiro. Usa como exemplo a situação atual, onde o Paraná tenta colocar jogadores que não estão nos planos para 2008 em outros clubes.
O vice de futebol só disse que essa profissionalização não atingirá apenas o setor administrativo do departamento de futebol. A sua intenção é trabalhar com um auxiliar-técnico e um preparador físico ?do clube?. Com isso, espera-se evitar o que ocorreu ao longo dessa temporada, quando o Paraná teve cinco treinadores, cada qual com um estilo diferente de trabalho. ?Praticamente todos eles trouxeram um auxiliar e um preparador físico. Isso incidiu diretamente no trabalho do grupo. Ao menos na parte estrutural, como pré-temporada e diretriz de treinamentos, é preciso ter uma filosofia do clube?, explicou.
Vavá não descarta que Fernando Tonet (auxiliar) e Fabiano Rosenau (preparador físico), que já integram a comissão técnica comandada por Saulo de Freitas, sejam esses profissionais. ?Quero criar uma estrutura de trabalho. Uma identidade, como acontece no São Paulo, que hoje é o grande exemplo a ser seguido, em tudo que se refere a administração esportiva?, explicou o dirigente. ?Com uma política bem definida, além de minimizarmos erros no campo, estaríamos preparados para eventuais mudanças, que são inevitáveis no futebol?, justificou.
O exemplo mais recente ocorreu na largada do Brasileirão, quando o Paraná não conseguiu segurar Zetti e o treinador levou toda a sua comissão técnica. Pintado trouxe outro auxiliar e a história se repetiria dois meses depois, quando o treinador cedeu a uma tentadora proposta dos Emirados Árabes, dando lugar a Gilson Kleina. A partir daí, o Tricolor não mais se encontrou no Brasileiro e terminou o ano rebaixado para a Segundona. Reflexo imediato da má gestão, que o vice de futebol espera corrigir antes mesmo do início da temporada 2008.