O Paraná Clube faz hoje às 18h30, no Durival Britto o primeiro de uma série de quatro jogos que pouco representam para o futuro do clube. Sem chances de título, o Tricolor busca apenas uma despedida “honrosa” do Paranaense.

“Vamos atrás da melhor posição possível”, prometem os jogadores, que agora já não entram em campo com a mesma pressão das últimas decisões pelo Estadual e pela Copa do Brasil. Apesar desse quadro momentâneo, o técnico Marcelo Oliveira não mexerá na estrutura do time, que já é a base para a largada da Série B.

Frente ao Corinthians-PR, o treinador deverá mexer apenas no meio-de-campo, com a volta de Éverton à condição de titular. Ele reaparece na vaga de Pará, que cumpre suspensão pelo terceiro amarelo e pode estar deixando o Paraná.

Pará pertence à L.A. Sports e seria liberado para o Avaí, em troca de dívidas do clube com jogadores que estiveram na Vila Capanema ano passado (Zé Carlos, Gabriel, Davi e Rafinha). Com a manutenção da mesma formação base, o treinador busca a terceira colocação e a vaga para a Copa do Brasil do ano que vem.

A semana foi marcada por uma série de reuniões entre dirigentes, comissão técnica e jogadores. Na sua via crucis, o Paraná tenta equalizar suas finanças para entrar com fôlego renovado na Segundona, dentro de um mês.

“É importante sentir que a diretoria está buscando soluções. Precisamos de todos nesse mesmo barco”, disse Marcelo Oliveira, que mais uma vez exaltou o profissionalismo do grupo nesses três meses do ano. “Não atingimos os objetivos no Paranaense e na Copa do Brasil. Mas, demos o máximo em todos os momentos. Nunca faltou luta”, ressaltou o treinador.

Na visão de Oliveira, diferente de anos anteriores, o Paraná conseguiu montar uma base nesse início de temporada. “Não falta muito para a gente conseguir formar um grupo forte para brigar pelas primeiras colocações da Série B”, acredita, citando basicamente a carência de mais opções ofensivas e no setor de criação. “Montamos uma defesa sólida. Acho que estamos no caminho certo”.