O Paraná Clube tenta passar uma borracha nos recentes deslizes e, a partir de domingo, recuperar o espírito vencedor que norteou a equipe nos primeiros jogos sob o comando de Ricardo Pinto.

Com o treinador, o Tricolor saiu do inferno em que se encontrava e, com quatro vitórias seguidas, deu ao seu torcedor a sensação de que era possível sonhar. Novamente no purgatório, os paranistas jogam todas as fichas em nova sequência vencedora e numa combinação de resutados capazes de impedir o rebaixamento.

Ricardo Pinto atingiu doze jogos à frente do Paraná, com um rendimento geral apenas razoável (5 vitórias, 2 empates e 5 derrotas). O problema é que esses números, combinados ao desempenho ridículo na “era” Roberto Cavalo, foram insuficientes para tirar o Tricolor da ZR.

“Todos sabem que estamos lutando contra uma herança ruim. Passamos quase um turno inteiro sem vencer”, lembrou o capitão Luiz Camargo, que retorna ao time após dois jogos de suspensão.

A atual fase, porém, também pode ser dividida em duas partes distintas. Num primeiro momento, com jogos apenas em Curitiba, o Paraná emplacou cinco vitórias e só perdeu o clássico para o Coritiba, no Couto Pereira.

Depois, vieram os jogos fora de casa e, aí, o jejum de vitórias já chega a seis partidas, com direito a derrotas para Botafogo e Atlético, na Vila Capanema. “Temos que virar essa página e voltar a ser aquele time forte jogando em casa”, espera o zagueiro Rodrigo Defendi.

Essa força citada por Defendi ficou evidenciada nas vitórias sobre Gurupi, Cascavel, Rio Branco e Roma, no estádio Durival Britto. Ricardo Pinto, com diálogo e simplicidade, conseguiu rendimento de 100% em casa, contra equipes do interior do estado.

Pois é exatamente esse aproveitamento que o Paraná necessita agora, contra Iraty e Arapongas. Caso vença esses compromissos, tem tudo para chegar à última rodada com possibilidades matemáticas de escapar da degola.

“Tenho certeza que o Rio Branco ou o Paranavaí irão tropeçar”, disse Luiz Camargo. Só que para retomar o desempenho visto entre o fim de fevereiro e o início de março, o Paraná terá que corrigir, com urgência, seu comportamento defensivo.

Ao longo deste jejum de vitórias, o Tricolor sofreu nada menos do que 14 gols, média de 2,33 por partida. “Temos que aumentar a pegada e não nos expormos tanto aos contragolpes. Só que, em casa, não temos outra alternativa, senão atacar os adversários. Temos que vencer, pois o Paraná não é clube para estar nessa situação delicada”, arrematou Camargo.