O 1.º turno se foi, e com ele o sonho do Paraná Clube retornar à elite nacional ficou mais distante. Com apenas 24 pontos conquistados, o Tricolor fechou a primeira metade da competição num modesto 13º lugar, a 7 pontos do G4 e a quatro da ZR.

Na contabilidade da comissão técnica, pelo menos seis pontos de defasagem para a meta estabelecida. Para devolver ao torcedor a esperança, somente com um returno de “campeão”.

O técnico Marcelo Oliveira faz uma conta simples. “Nossos principais deslizes foram as derrotas para América-RN, em casa, e Bragantino, fora”, relembra. O treinador, porém, ainda busca justificativas para o péssimo desempenho da equipe fora de casa neste Brasileirão da Série B.

Com apenas 14,81% de rendimento (4 pontos ganhos), o Tricolor está entre os quatro piores da Segundona neste quesito. Somente o Ipatinga tem desempenho inferior (3). O Paraná vem logo a seguir, ao lado de Icasa e Brasiliense.

Na prática, caso não “vire o disco”, o Paraná conseguirá no máximo sobreviver no segundo escalão do futebol brasileiro. O seu desempenho atual (considerando jogos em casa e fora), projetado para os 19 jogos que tem pela frente, permitiria ao clube somar apenas mais 22 pontos.

Ou seja: o limite para evitar a degola. Historicamente, todos as equipes que chegaram aos 46 pontos se safaram. Já, para subir, o time de Marcelo Oliveira teria que aplicar, a partir de amanhã, uma guinada épica.

Considerando ser 65 o “número mágico” para o acesso, o Tricolor teria que vencer mais 13 jogos (e empatar 2). Porém, pelo aproveitamento final do turno, é possível subir com menos: o Bahia, 4º colocado, somou 54,39% dos pontos possíveis.

Assim, é possível sonhar com o acesso com algo em torno de 62 pontos. “Precisamos de uma sequência de vitórias para recuperarmos a confiança”, acredita o presidente Aquilino Romani.

Só que algo até corriqueiro para muitos clubes, este seria um feito inédito para o representante paranaense. O Vila Nova, por exemplo, esteve na lanterna por muito tempo. Segue na ZR, mas disparou três vitórias seguidas e “respira”.

A Ponte Preta, após campanha pífia no período pré-Copa (16º colocado, com 6 pontos), arrancou para a vice-liderança, com 80,56% de aproveitamento após o recesso do futebol brasileiro.

“Sofremos alguns ajustes e é possível recuperar. Não há time imbatível nesta Série B. Mas, para tanto, temos que reagir imediatamente fora de casa. Mais do que isso: não podemos mais sofrer tantos gols bobos”, disse Marcelo Oliveira, ainda inconformado com o vacilo da zaga no gol de empate do Figueirense, no último sábado.