O presidente do Paraná Clube, Rubens Bohlen, está no Rio de Janeiro. Ele participa de mais uma rodada de negociações com o empresário Léo Rabello, referente a uma dívida milionária (e mal administrada) envolvendo a transferência do meia Thiago Neves. O Tricolor foi condenado a indenizar a Systema Assessoria Financeira em R$ 9 milhões, valor este que, reajustado, chegaria a R$ 19 milhões. “Temos, hoje, um bom canal de comunicação e estamos resolvendo essa questão. Nossa ideia é definir essa pendência até o meio do ano”, disse o superintendente Celso Bittencourt.

O Paraná Clube, colocou a subsede Tarumã como garantia no processo, enquanto tenta definir uma forma de parcelamento da dívida. Paralelamente a isso, o conselho deliberativo continua investigando o caso. “Há alguns pontos, digamos, nebulosos. A ação foi julgada à revelia, porque houve o advogado subestabelecido que não acompanhou o processo. Queremos tirar isso a limpo. Mas, independentemente de qualquer coisa, é certo que o Paraná Clube vai pagar essa conta”, afirmou Bittencourt. O objetivo do clube, nesta negociação, é encerrar a ação pagando “apenas” o valor principal.

O clube acabou refém de uma disputa entre a Systema e a L.A. Sports. Em 2007, na gestão José Carlos Miranda, o jogador retornou do Japão. A L.A. pretendia colocá-lo no Palmeiras. A Systema, com a concordância do jogador, levou-o ao Fluminense. O clube carioca depositou em juízo o valor da multa rescisória (R$ 2,3 milhões). No ano seguinte, o clube, já na administração Aurival Correia, sacou o dinheiro e fez o repasse dos percentuais apenas à L.A. Sports. Léo Rabello, então, ingressou na Justiça, reclamando os 68% deste valor, como majoritário dos direitos econômicos do atleta. “Esta é, hoje, a herança a ser administrada. Mas vamos sanear tudo, tenho certeza, até julho”, concluiu Bittencourt.