Tricolor não consegue atrair sua torcida pra Vila

O jogo de amanhã contra o Ceará, às 16h20, tem vários fatores decisivos. Além de viver a expectativa de ingressar no G4, o Paraná Clube também tenta melhorar o seu desempenho nas bilheterias. Com uma média de apenas 2.849 pagantes por jogo, o Tricolor é o 10.º colocado da Série B no quesito média de público. Um desempenho decepcionante em relação, por exemplo, ao “líder” Sport. O clube pernambucano, em quatro jogos, levou quase 60 mil torcedores à Ilha do Retiro, com média de 14.730 pagantes por partida.

Motivos para o torcedor ir à Vila Capanema não faltam. A principal delas é que o Tricolor tem a real possibilidade de figurar, pela primeira vez nesta Série B, no grupo de acesso. Para isso, precisa vencer e ainda torcer por um deslize do Figueirense, que joga em casa frente ao São Caetano. Apesar da baixa temperatura na capital paranaense, o Paraná espera, ao menos, quebrar seu próprio recorde de público na competição, que aconteceu na 5.ª rodada (1 x 0 sobre o Figueirense) quando 4.568 torcedores pagaram ingresso.

Coincidência ou não, foi o único jogo disputado num sábado à tarde, no “horário nobre” da Segundona. Curiosamente, o melhor público foi registrado logo após o Paraná sofrer derrotas para Oeste e Paysandu. “É muito importante que a gente tenha esse apoio. Vivemos um grande momento e, com o incentivo, fica mais fácil jogar”, afirmou o zagueiro Brinner.

A média do Tricolor tem sido prejudicada por alguns fatores. No seu primeiro jogo em casa, por exemplo, se viu obrigado a atuar numa terça-feira à tarde, na Vila OIímpica do Boqueirão. “Creio que as nossas recentes atuações mostram que o grupo está afim de jogo. Isso cria uma boa sintonia entre time e torcida e este ponto é decisivo para quem quer buscar o acesso”, analisou o volante Moacir, que teve apenas dois contatos com o torcedor paranista – frente ao Avaí (em Florianópolis) e diante do América-RN. “Sei que o clima não ajuda, às vezes. Mas precisamos do nosso torcedor jogando junto com o time”, completou Brinner.

Na tentativa de aumentar a média de público, o clube aposta em campanhas para a recuperação de antigos sócios. “É a forma mais econômica de ajudar o clube. Como sócio, o ingresso fica num preço bastante acessível”, lembrou o superintendente Celso Bittencourt, referindo-se ao plano SemPRe Torcedor.

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