Ainda cuidando do “retrovisor”, o Paraná Clube busca hoje, em Caxias do Sul, os pontos necessários para consolidar uma posição intermediária na tabela. Diante do Juventude – às 16h, no Alfredo Jaconi – corre atrás da sua quarta vitória consecutiva. A meta do técnico Paulo Comelli é dar seqüência nessa corrida de recuperação, buscando ingressar no “top 10” da Segundona.

Até aqui, o Tricolor não conseguiu romper a barreira do 12.º lugar. E nem o fará nesta rodada. Como o Bahia venceu o Vila Nova, terça-feira, mesmo vencendo o Paraná não sairá do lugar.

“O importante é continuar abrindo vantagem da turma lá de baixo”, destaca o treinador, sabendo que o jogo desta tarde é uma espécie de prova de fogo para o elenco. Afinal, o time não terá dois de seus principais jogadores do sistema de defesa: Fabrício e Agenor, suspensos.

A rigor, Paulo Comelli projeta uma estratégia similar àquela aplicada em Goiânia, contra o Vila Nova. “Que eles vêm pra cima, é certo. Temos que ter inteligência para suportar a pressão e usar aquilo que temos de melhor: a velocidade dos contragolpes”, avisa o zagueiro Daniel Marques, que hoje atuará ao lado de Leandro, como aconteceu em boa parte deste returno, antes de Fabrício ganhar a vaga de titular.

“O Leandro vinha bem e é uma troca natural”, afirmou Comelli. O técnico, porém, não tem a mesma serenidade quanto à cabeça-de-área.

Não pela condição técnica do suplente, mas pela questão tática. “Não é fácil adaptar um volante à essa função. É preciso uma sincronia perfeita”, ressaltou o técnico, numa referência a Agenor, que faz com precisão a variação de primeiro volante para terceiro zagueiro.

Rômulo é a bola da vez, mesmo o treinador tendo deixado no ar a possibilidade de escalar Vágner.

Na prática, essa acaba sendo a peça-chave para anular a força ofensiva do Juventude e dar a sustentação para o ataque tricolor fluir como deseja Comelli. Com um volante fixo e outros dois bem postados -no caso Pituca e Kleber – o treinador pretende dar liberdade para o trio de frente. Giuliano e Ricardinho vêm sendo as principais referências ofensivas do time neste momento de reação.

A terceira parte deste triângulo só será definida hoje, com maiores chances para Éder, que se recuperou de uma entorse de tornozelo. Neste caso, Rodrigo Pimpão ficaria como opção no banco de reservas.

Nas contas da comissão técnica, o Paraná ainda precisa de nove pontos para se garantir na Série B do ano que vem. Nessa matemática, um empate hoje não é desprezado. Muito pelo contrário. Mas, os próprios jogadores garantem que o time não entrará em campo recuado.

“Vamos jogar no erro deles, mas em busca da vitória. Particularmente, não desisti do sonho de chegar às primeiras colocações. É difícil, mas o nosso momento é muito bom e isso pode fazer toda a diferença”, arrematou Giuliano, ainda acreditando na possibilidade de fechar a temporada no G4.