O Paraná Clube joga as suas últimas fichas no clássico de amanhã. Se não vencer o Coritiba, dá adeus às já remotas possibilidades de conquista do 2.º turno do Campeonato Paranaense. Com apenas 5 pontos, e em 7.º lugar, o Tricolor tenta reencontrar o equilíbrio emocional e técnico para buscar uma aproximação do líder Londrina. O técnico Toninho Cecílio mantém a mesma tática do mistério e evita dar pistas em relação à formação que colocará em campo.

Independentemente do esquema tático, ele só não abre mão de um detalhe. “Temos que ser ousados. Precisamos da vitória e não adianta ficar apenas esperando a iniciativa do Coritiba para jogar no erro do adversário”, avisou Toninho Cecílio. Além de tentar levantar o astral do grupo – visivelmente abalado com os recorrentes erros de arbitragem -, o treinador terá que driblar também as ausências de quatro titulares.

O zagueiro Anderson, o volante Zé Luís e o atacante Luisinho estão suspensos e o lateral-direito Gabriel Marques segue no departamento médico (com luxação no ombro esquerdo). “Isso é rotina num time de futebol. O que não estava nos planos era novamente sermos prejudicados pelo árbitro. Mesmo sabendo do histórico ruim do Edivaldo Elias da Silva em jogos do Paraná”, afirmou Cecílio.

Mesmo com tantos desfalques, o técnico paranista descarta a possibilidade de adoção de um esquema mais cauteloso. “Temos que vencer. É claro que para isso preciso pensar no melhor encaixe para anularmos alguns pontos fortes do Coritiba”, afirmou. Além da preocupação com os alas do adversário, Toninho também destacou a importância de Robinho. “Ele é a peça-chave desse esquema muito bem montado pelo Marquinhos Santos. Sua recomposição é excelente e isso dá muito dinamismo ao time”, completou.

Para inibir os alas do rival, Cecílio poderá recorrer a dois garotos atuando nas pontas, com a volta de Júlio César ao time. Além disso, deixou no ar a possibilidade de recuar Ricardo Conceição para a função de primeiro volante.