A derrota no clássico remeteu o Paraná Clube à sua dura realidade no Paranaense. No returno, ocupa uma até confortável 4.ª colocação. Porém, a preocupação volta a ser a classificação geral.

Com apenas 11 pontos, o Tricolor ainda convive com a sombra do rebaixamento e, nas contas da comissão técnica, ainda precisa de quatro vitórias para evitar problemas nas últimas rodadas. Restam, ainda, oito rodadas, sendo quatro desses jogos na Vila Capanema.

“A derrota deve ser assimilada. Não podemos esquecer tudo de bom que havia sido feito nos vinte dias anteriores, quando obtivemos uma sequência de bons resultados”, disse o técnico Ricardo Pinto logo após o revés por 4×2.

Mesmo diante da qualidade do adversário, o treinador ainda estava tentando digerir a forma como seu time ficou fragilizado na marcação. Na série invicta de Ricardo Pinto, o Tricolor sofrera apenas um gol (e de pênalti, frente ao Rio Branco).

Erros de marcação injustificáveis, na avaliação do técnico paranista, que pela primeira vez recorreu a um time mais “pegador”, com três volantes. A correção desses problemas deve marcar a semana de treinamentos do Paraná, que volta a fazer um jogo decisivo no próximo domingo, frente ao Roma Apucarana.

“Temos que recuperar, acima de tudo, a atitude de jogos anteriores. Algo que vimos no segundo tempo do clássico. Ali, reagimos. E essa reação tem que ser o nosso ponto de partida para os próximos jogos”, analisou.

Com o novo adiamento da partida entre Rio Branco x Cascavel (agora para o dia 30 de março), o Paraná segue fora da ZR e pode, no fim de semana, abrir vantagem para seus principais concorrentes.

“Temos que fazer a nossa parte. Não dá pra ficar lamentando a derrota, pois temos oito jogos pela frente. Se obtivermos nova sequência de vitórias, ainda dá pra buscar o returno”, acredita o ala Paulo Henrique.