O Paraná Clube ingressou na Justiça trabalhista contra Roque Júnior, observador técnico da seleção brasileira na Copa do Mundo, e ex-funcionário do clube. O Tricolor alega abandono de emprego, tendo o profissional vínculo contratual de trabalho até 30/11/2015. O valor da ação é de R$ 216.237,22.

Roque Júnior foi contratado para exercer a função de executivo de futebol do Paraná. O início, conforme contrato empregatício, aconteceu no dia 01/12/2013 e segundo o clube, o pedido de demissão é de 19/05/2014, ou seja, um ano e seis meses antes do término previsto por contrato. O Paraná defende que o profissional não cumpriu aviso prévio e não pagou a multa rescisória conforme as Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

“O Paraná ingressou com a ação com o objetivo de ter o ressarcimento da multa e que o juiz declare a rescisão contratual, tendo em vista que não ocorreu uma notificação formal do Roque Júnior ao clube e não houve um acordo entre as partes para extinguir o contrato de forma amigável”, disse o advogado Juliano Tetto, representante legal do Paraná Clube.

A ação foi protocolada no último dia 6 e o Tricolor aponta que tentou de várias formas evitar a entrada na Justiça. O clube teria feito contatos com o ex-zagueiro via e-mail, telefone e alega que não teria conseguido resolver estas pendências à distância.

Roque Júnior não foi comunicado da ação e está trabalhando como observador técnico da seleção. O objetivo é monitorar os adversários na Copa do Mundo e passar a experiência de ter sido campeão mundial, em 2002. “Acho estranho este comunicado, principalmente por alegar abandono de trabalho. Eles (diretoria) oficialmente anunciaram a minha saída do clube e foi no jogo contra o Avaí (20 de maio), em Florianópolis. O Celso Bittencourt falou com a imprensa e não eu. Além disto, não recebi nada do Paraná até agora e eles querem me cobrar”, afirmou Roque Júnior ao Paraná Online.

Os motivos alegados para a saída do profissional não foram bem explicados até hoje. Nos bastidores do clube, a falta de sintonia entre o antigo executivo e o parceiro Marcos Amaral teria sido o motivo da partida do profissional. No entanto, o clube jamais confirmou o fato. “O motivo é público e foi para defender a seleção brasileira. Inclusive em nota oficial, ele negou qualquer desavença ou coação para ele deixar o Paraná”, ressaltou Juliano Tetto.

Roque Júnior não concordava com algumas contratações e por isto o pedido para deixar a função. “Algumas coisas não apoiava, mas respeitava. Pedi para sair em uma quinta-feira e como iríamos jogar na sexta contra o Boa Esporte, fiquei um pouco mais. Na segunda-feira, fiz minha despedida na sede da Kennedy de maneira bem normal”, explicou o ex-zagueiro. A primeira audiência está marcada para o dia 30 de julho, na 14ª Vara do Trabalho, de Curitiba.