Nascimento (à direita do troféu):
tricampeão.

O zagueiro Reginaldo Nascimento tem na raça a sua principal arma. A garra com que defende a camisa do Coritiba fez dele capitão do time, função que ele viu ser efetivada esse ano, após nada menos que sete anos de clube, contando um breve empréstimo para o Bahia, em 2000.

“No ano passado, o capitão era o Edinho e revezávamos eu, o Brum e o Fernando. Hoje a responsabilidade é minha e isso é uma tarefa e tanto”, dizia após o treinamento da última sexta-feira.

Ontem, com a conquista do título, o capitão Nascimento teve o prazer de ser o primeiro jogador a erguer a taça de campeão. Nada mais justo para o jogador mais antigo do clube, que ontem sagrou-se tricampeão. Ele estava na conquista de 99, em cima do Paraná Clube, e na do ano passado, sobre o Paranavaí. Mas quando indagado qual a mais emocionante, ele não tem dúvida. “Certamente é essa. Por tudo o que foi dito, pelo fato de ser sobre o Atlético e por ser na casa deles. É um sabor especial”, diz. Some-se a isso o eletrizante jogo com o placar de 3 a 3. “A gente sabia que ia ser assim pela qualidade e respeito ao time deles. Saímos na frente e tivemos que correr atrás em duas oportunidades. Valeu a nossa persistência”.

Quando fala em respeito, Nascimento não deixa de alfinetar o goleiro Diego, que afirmou no meio da semana que o time atleticano era o melhor. “Cada um fala o que quer. Nós preferimos jogar a falar. Aí está o resultado”.

Bicampeões

Outro jogador esteve perto de, assim como Nascimento, ser tri. O volante Ataliba também foi campeão em 99, mas estava emprestado ao Sport no ano passado. Com uma forte história com o clube, ele sentiu um grande alívio com a conquista de ontem. “Em 2000, perdemos o título com um gol que saiu numa falha minha. Aquilo me pesou durante muito tempo e só agora me sinto redimido com a torcida”, disse aliviado.

continua após a publicidade

continua após a publicidade