A tocha olímpica passou na manhã desta segunda-feira (27) pela capital da Coréia do Norte, Pyongyang, em mais uma fase do revezamento que terminará no dia 8 de agosto, na cerimônia de abertura da Olimpíada, em Pequim. E, em um país aliado à China, o percurso do fogo não foi marcado por protestos e interrupções, como na Coréia do Sul.
O governo norte-coreano, na contramão de países europeus e vizinhos asiáticos, declarou apoio aos chineses nos conflitos contra o Tibete, principal alvo de manifestações no percurso internacional da tocha.
A passagem do fogo olímpico pela Coréia do Norte foi a primeira na história do país e teve 80 participantes – 56 norte-coreanos e 24 chineses. O percurso terminou no Estádio Kim Il Sung, e coube à maratonista Jong Song-ok, campeã mundial da prova em 1999, ser a última atleta a carregar o anteparo.
O revezamento começou com Pak Tu Ik, um dos jogadores da seleção de futebol norte-coreana que levou a equipe às quartas-de-final da Copa do Mundo de 1966, quando a equipe venceu a Itália e caiu diante de Portugal, por 5 a 3, depois de abrir 3 a 0 no placar.
A tocha vai agora para o Vietnã, última etapa do revezamento internacional. No dia 2 de maio, Hong Kong recebe o anteparo, que então começará a visitar cidades chinesas até o início dos Jogos Olímpicos.


