A confusão e as denúncias que agitaram o segundo Atletiba decisivo do estadual serão julgadas hoje pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) da Federação Paranaense de Futebol. Depois de acusações mútuas, Atlético e Coritiba sentam-se no banco dos réus para tentar evitar pesadas punições – que incluem, em teoria, até o rebaixamento de ambos à Série B do Campeonato Brasileiro.
O Coritiba vai a julgamento pela quebradeira no vestiário que ocupou na Kyocera Arena. O Atlético exibiu a destruição de pias, chuveiros e espelhos e alegou prejuízo de R$ 2.795,00.
A defesa se baseia na ausência de evidências contra os membros da delegação alviverde. ?O Atlético não prova e não existe confissão. A posição de todos que estavam no vestiário é que o prejuízo não foi causado pelo Coritiba?, disse o advogado do clube, Fernando Barrinuevo.
Se condenado, o Coxa pode ser suspenso por 30 a 120 dias de todas as competições que estiver disputando. O clube perderia os pontos dos jogos no período – em outras palavras, sua participação no Brasileirão estaria seriamente comprometida e o risco de rebaixamento seria muito grande.
Já o Atlético, acusado de ter hostilizado e maltratado a delegação rival, será julgado por infração a três artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). O mais grave é o 275, que fala em ?atentar contra a dignidade do esporte?, e prevê eliminação da competição. Como o estadual já acabou, a pena poderia ser aplicada no Brasileiro, segundo o advogado rubro-negro, Gil Justen Santana.
Outra denúncia foi baseada na súmula do árbitro Henrique França Triches, que cita que um copo, um sanduíche e um rojão foram atirados no gramado – o que pode gerar perda de até três mandos de campo no Campeonato Brasileiro. ?Temos todas as provas. Confiamos na absolvição do clube e na condenação do Coritiba?, falou Gil Justen, através da assessoria de imprensa do Atlético.
Jogadores
A pauta de hoje do Tribunal de Justiça Desportiva inclui ainda o processo contra o Coritiba pela invasão de um torcedor no primeiro jogo da final, no Estádio Pinheirão. O clube alega que o invasor foi detido e todas as medidas preventivas haviam sido tomadas. Este processo também pode levar o Coxa a perder mando de campo, que seria cumprido no Brasileirão.
De quebra, os zagueiro Miranda e o atacante Aloísio, que se estapearam e foram expulsos logo no começo do clássico, também podem ganhar um longo gancho. Incursos no artigo 253 do CBJD (agressão), ambos estão sujeitos a pena de 120 a 540 dias de suspensão.
Todos os casos estão na pauta da 2.ª Comissão Disciplinar do TJD. Se houver condenação, os punidos podem recorrer e um novo julgamento será marcado no tribunal pleno. A terceira e última instância é o STJD, no Rio de Janeiro.
Todos os casos estão na pauta da 2.ª Comissão Disciplinar do TJD. Se houver condenação, os punidos podem recorrer e um novo julgamento, que será marcado no tribunal pleno. A terceira e última instância é o STJD, no Rio de Janeiro.