Os protagonistas do caso do ?gol que não foi? estão absolvidos. O árbitro Ito Dari Rannov, o assistente Paulo César Beskow e o zagueiro Rodrigo, do Rio Branco, foram liberados ontem pelo pleno do Tribunal de Justiça Desportiva. Os árbitros podem ser escalados pela Comissão de Arbitragem e Rodrigo está liberado para que Itamar Bernardes o escale para o confronto com o Paraná, domingo, no Nelson Medrado Dias.

A história começou no jogo entre Nacional de Rolândia e Rio Branco, que terminou 1×1, no dia 18 de fevereiro. Rodrigo chutou, a bola bateu por fora da meta e Rannov, auxiliado por Beskow, validou o gol. O NAC pediu a impugnação da partida, mas o TJD puniu os árbitros com 30 dias de ?gancho? e o jogador com duas partidas de suspensão. Todos entraram com pedido de recurso.

Ontem, Ito Rannov (Paulo Beskow não apareceu) teve o apoio do presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Paranaense de Futebol, Afonso Vítor de Oliveira, e do vice José Carlos Meger. Eles e o zagueiro Rodrigo eram defendidos pelo advogado Domingos Moro, que teve que colocar os três acusados na mesma tese. ?Se o resultado foi mantido, é porque o erro foi considerado humano?, argumentou.

O relator do processo, José Roberto Dutra Hagebock, disse que não havia motivo para punir Rodrigo. ?Não há como um jogador induzir um árbitro a dar um gol?, afirmou. Quanto aos árbitros, o auditor manifestou-se inicialmente a favor da punição, mas usou os casos anteriores (principalmente o de Atlético 2×2 Império, em 2005) para também votar pela absolvição.

Os casos foram ao julgamento do pleno do TJD, e apenas um auditor (Lourival Barão Marques) votou pela punição de Rannov e Beskow – no caso, a manutenção da pena de 30 dias de suspensão. De resto, os votos foram pela absolvição. Os julgamentos terminaram com o resultado de 6×0 a favor da absolvição de Rodrigo e 5×1 para os árbitros.

Matthäus

Logo depois, o ex-técnico do Atlético Lothar Matthäus foi ao banco dos réus. Obviamente ele não compareceu (está na Hungria), mas foi defendido por Moro, que pediu a absolvição por conta do termo (?arrogante?) usado pelo alemão. ?Assim, vamos abrir o leque para muita coisa?, disse. O julgamento acabou empatado em 3×3, o que beneficia o réu, também absolvido.