Paulinho, observado por representantes da Inter de Milão, foi o autor do gol da vitória sobre o Vasco nesta quarta-feira, mas todos no Corinthians, até mesmo o técnico Tite, não esconderam quem foi o responsável por levar o time às semifinais da Libertadores: a torcida.

Os 37 mil presentes ao Pacaembu nesta quarta-feira cantaram o tempo todo e, no fim, após entoarem calorosamente o hino do clube, receberam palmas dos jogadores numa forma de agradecimento. “Temos de dar os parabéns ao Vasco, que lutou bastante, e à nossa torcida, que lotou o estádio e nos ajudou bastante”, disse o zagueiro Chicão, empolgado com a classificação de arrepiar, com gol no final.

Ao apito derradeiro de Leandro Vuaden, os corintianos comemoraram com abraços calorosos, alguns ajoelhados, com braços ao céu, como se fosse a conquista de um título. Mas Chicão, experiente por ser o mais antigo jogador do time titular, pede calma.

“Foi difícil, mas a gente sabe que nossa bola aérea é forte. A gente treina muito a semana inteira, e ela decidiu. Tivemos paciência, estamos feliz por termos conseguido a classificação, mas claro que não conquistamos nada. Fomos à semifinal e agora é esperar o adversário”, afirmou Chicão.

Tite, que viu o final do jogo colado no alambrado, após ter sido expulso no segundo tempo, não conteve a emoção. Foi para os braços dos corintianos, vibrou como torcedor de verdade e extravasou. “Essa torcida é maravilhosa, sensacional”, discursou o técnico.

Paulinho, que a diretoria se empenha para segurar até o fim do ano, tamanho o assédio italiano, preferiu dividir os méritos pela vitória, mostrando a humildade que cerca o elenco. “O mérito é de todos, pela simplicidade de todos”, disse o volante.