Os três clubes da capital estão esmerados no processo de adequação às determinações do Estatuto de Defesa do Torcedor. Além de terem reunido membros do departamento jurídico para debater em conjunto todos os aspectos do código, cada clube tem dado atenção especial aos estádios onde mandam suas partidas no campeonato brasileiro.
Levando isso em conta, o Paraná Clube está contando com a ajuda da Federação Paranaense de Futebol, que aluga o Pinheirão para o Tricolor. Como o estádio é da FPF, é da entidade que saem as verbas para as reformas, que começaram bem antes da implantação do novo código. Na semana passada, foram entregues as obras das escadarias de acesso às cadeiras, o que aumentou a capacidade das cadeiras superiores em seis mil lugares e vai dar mais comodidade no momento do acesso ao estádio. A obra era uma exigência do Corpo de Bombeiros e já foi aprovada. A partir de agora, a meta é concluir as reformas nos banheiros já existentes. “Vamos deixá-los em melhores condições, conforme prevê o código”, diz o engenheiro Joehlson Pissaia, coordenador das obras. O monitoramento do estádio também está sendo providenciado. A obra que deve levar mais tempo para ficar pronta é a dos assentos numerados, que poderá ser feita em seis meses. Isso porque há uma dúvida sobre o tipo de numeração que está sendo exigida.
Dupla Atletiba
É justamente essa falta de especificação que deixa Atlético e Coritiba em compasso de espera. Para o Rubro-Negro, a instalação dos locais numerados é um dos poucos ítens que faltam na Arena. No moderno estádio atleticano, inaugurado em junho de 1999, até o sistema de monitoramento já está em funcionamento. “Falta apenas a instalação de duas câmeras de aproximação na arquibancada, que já estão sendo providenciadas”, diz o diretor de patrimônio do clube, Jorge Vargas.
No Coritiba, as obras estão a todo o vapor, sob o comando do engenheiro e conselheiro Homero Halilla. O projeto de reforma está em pauta desde que a nova diretoria assumiu o clube, no início de 2002. No momento, a concentração está nos banheiros. “Derrubamos os que existiam e estamos construindo novos, por todo o estádio”, diz Halila. Em parceria com a empresa Futebol Total, estão sendo construídas três praças de alimentação, que serão exploradas pela empresa durante quinze anos. Deste modo, o Coritiba não está tendo que mexer nos cofres para deixar as lanchonetes adequadas. O custo estimado do projeto total é de R$ 1 milhão. Para viabilizar as obras dos assentos, o Coritiba está estudando propostas e pretende viabilizá-la em forma de parceria, uma vez que o clube passa por um período de saneamento financeiro.


