O zagueiro Leandro permaneceu apenas seis minutos em campo, poderia ter colocado o trabalho dos 90 em risco, mas foi absolvido pelos companheiros atleticanos. Afinal, apesar da expulsão do defensor, o Furacão venceu. E quando a vitória ocorre, a roupa suja geralmente se leva em casa.

Leandro entrou aos 33 do 2.º tempo, aos 35 levou o primeiro amarelo e aos 39 o segundo, sendo posteriormente avermelhado. Como disse o também zagueiro Rhodolfo: “Já estava difícil nos 11 contra 11. Imagine, então, com um a menos”. Logo depois, ele enalteceu. “O que valeu foi a raça em nome do time.”

Para o goleiro Neto, que ajudou a garantir a vitória com uma boa defesa no final do jogo, o placar foi resultado de superação em nome do companheiro. “Até comentei que, devido a expulsão, e eles (Avaí) estarem nos pressionando no final da partida, estávamos felizes com o ponto de empate. Mas continuamos trabalhando e conseguimos reverter”, comemorou.

O próprio treinador Paulo César Carpegiani também assumiu a defesa do pupilo expulso. “Se tivéssemos perdido o jogo, eu estaria sendo o responsável. Mas faz parte. Aquele lado (direito do Atlético) estava muito perigoso e resolvi arrumar aquele setor. O menino foi expulso no carrinho, mas acho até que a arbitragem foi muito rígida”, disse o comandante.