Os torcedores do Cardiff City terão que lidar com uma incômoda novidade: do dia para noite, mudaram as cores e o brasão do seu time, cuja história começou no fim do século 19. Hoje, a equipe do País de Gales disputa a segunda divisão inglesa.

O tradicional azul do uniforme principal dará lugar ao vermelho, cor considerada de sorte no continente asiático. É de lá que vem o milionário malaio Dato Chan Tien Ghee, que comprou o Cardiff recentemente. A ideia do empresário é fazer a marca da equipe ser melhor aceita no mercado do Oriente.

O escudo também mudou, assim como o mascote e o apelido do clube centenário. Saem de cena os “Blue Birds”, representados por um passáro azul sobre o fundo branco, e entram os “Red Dragons”, já que o dragão, além de ser o símbolo do País de Gales, é um ser mitológico ligado à cultura asiática.
O uniforme azul será usado apenas como reserva.

“Nós devemos estar preparados para sermos realistas e progressistas”, disse o diretor-executivo Alan Whiteley. “Às vezes, em tempos de dificuldade econômica e condições de mercado desafiadoras, pensando em atrair investimentos para sobreviver e progredir, decisões corajosas e sacrifícios precisão ser feitos.” O cartola garante que as mudanças visam garantir um “futuro duradouro” ao Cardiff.

A confirmação da troca das cores veio depois que a cúpula da equipe já havia dado um passo atrás no projeto. Quando a decisão vazou, torcedores protestaram exigindo a manutenção da tradição.
Uma enquete on-line do jornal britânico “The Guardian” mostra que mais de 90% dos votantes acham mais importante manter a história de um clube do que tentar fortalecer sua marca.