Tenistas já admitem voltar a jogar a Davis

São Paulo – A intervenção judicial na Confederação Brasileira de Tênis (CBT), com o afastamento do presidente Nelson Nastás e toda sua diretoria, já animou alguns jogadores a voltar a disputar a Copa Davis. O tenista Flávio Saretta, por exemplo, revelou durante a festa da entrega do Prêmio Brasil Olímpico, no Rio, que estaria disposto a defender a equipe brasileira no próximo confronto, em março, caso se concretize a saída de Nastás no comando da entidade.

"Preciso conversar com os outros jogadores, mas a tendência é voltar a defender o Brasil na Davis", disse Saretta. "É um alívio ver que as coisas estão se encaminhando para um boa resolução. Vemos que todo o sacrifício que fizemos está, enfim, valendo a pena."

A opinião de Saretta é compartilhada por Ricardo Mello, atual número 2 do tênis brasileiro. Através de sua assessoria de imprensa, ele também revelou a intenção de voltar ao time brasileiro com a saída de Nastás e toda a diretoria da CBT.

Na terceira divisão da Davis, em razão do boicote dos jogadores contra o comando da CBT, o Brasil volta a jogar entre 4 a 6 de março, na Colômbia.

Os principais tenistas brasileiros não disputam o torneio desde que Nastás tirou o técnico Ricardo Acioly do comando da equipe. Com isso, o País sofreu derrotas seguidas até cair para a terceira divisão.

Agora, com a saída de Nastás da CBT, o Brasil voltaria a ter o time completo novamente. Com exceção de Gustavo Kuerten, que, na época do confronto com a Colômbia, ainda estará se recuperando fisicamente da cirurgia realizada em setembro.

Intervenção

Enquanto isso, na sede da CBT, em São Paulo, Sérgio Opréa de Carvalho, nomeado administrador provisório da entidade pelo juiz Eduardo Rocha Cubas, da 17.ª Vara do Distrito Federal, continua acompanhando a auditoria para dar andamento ao processo sucessório e verificar o número de federações em condições legais de voto.

Já Nelson Nastás não fez nenhum pronunciamento até o momento sobre seu afastamento da CBT. E também não entrou com qualquer ação judicial para tentar retomar o cargo de presidente e dirigir a assembléia programada para o dia 17, em Brasília. O prazo para o registro das chapas para a eleição está mantido para o dia 13.

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