Além dos jogadores Ricardinho e Giba, a seleção brasileira de vôlei tem mais um paranaense que foi fundamental na conquista da medalha de ouro. Entretanto, ele vive bem longe dos holofotes. trata-se do ortopedista Álvaro Chamecki, que divide seu tempo entre o trabalho com a seleção e a Clínica do joelho, em Curitiba.

Desde 1997 trabalhando com o técnico Bernardinho, Chamecki diz que o treinador é bem diferente quando está em quadra. “Nos bastidores, ele é uma das pessoas mais tranqüilas que conheço. Trata a todos com muito cuidado”, diz.

Mas quando o assunto é comandar o time, seja em treinos ou jogos, Bernardo se transforma. “Nós, que ficamos no banco com ele, até tentamos contê-lo. Mas não adianta. É o jeito vibrante dele”, diz. O médico até entende o que se passa com o treinador. “Quem fica no banco é importante na engrenagem. Mas quem resolve são mesmo os jogadores. Não dá para a comissão técnica entrar em quadra.” Além de cuidar da saúde dos atletas, Chamecki também é o responsável por atualizar as estatísticas do adversário no laptop de Bernardo. “Ele é muito detalhista e estuda cada detalhe do jogo”.

Como médico da seleção, Chamecki sentiu-se vitorioso antes do começo das Olimpíadas. A grande dúvida da seleção para Atenas era a presença do capitão Nalbert. Com um problema sério no ombro, ele teve que ser submetido a uma cirurgia e a participação no jogos ficou comprometida. “No caso dele, a previsão de recuperação era de quatro a oito meses. Eu sempre confiei na sua rápida recuperação. E deu tudo certo.”

Nos sete anos que vem trabalhando com Bernardinho, ele garante que não presenciou nenhum problema de corte por contusão às vésperas de uma competição. Mas, assim como todos os membros da seleção, ele lamentou a ausência de Henrique, cortado às vésperas dos jogos por questões técnicas. “Todos lamentamos, mas infelizmente o Bernardo só podia inscrever 12 atletas. Mas fizemos questão de carregar a camisa dele durante todos os jogos e a levamos para o pódio. Como ele participou da preparação, também é campeão.”