Mais uma vez o Vasco ficou a ver navios. Os cruzmaltinos superaram as expectativas pessimistas do início de ano, fizeram boa campanha, bateram o favorito Fluminense nas semifinais, mas caíram contra o experiente e entrosado time do Botafogo, neste domingo, no Engenhão, na final da Taça Guanabara.

Certamente o grupo de jovens jogadores mesclado com veteranos sem destaque em outros clubes será alvo de novas críticas e dúvidas. A pressão pela contratação de reforços voltará a ganhar força e o trabalho do técnico Gaúcho, um auxiliar de carreira no clube, será colocado em questão.

“No futebol você tem sempre um outro jogo. Foi minha primeira derrota em decisão como técnico do Vasco. Não jogamos bem, não tenho como dar desculpa. Temos uma equipe em formação e que não rendeu hoje”, comentou Gaúcho, admitindo a superioridade técnica e mental dos rivais. “O Botafogo é uma equipe muito madura, compacta, experiente.”

O treinador vascaíno reconheceu que seu time precisa de melhores jogadores em algumas posições e disse que os diretores René Simões e Ricardo Gomes continuam a investir no mercado em busca de nomes que acrescentem técnica e experiência ao grupo.

Apesar de novo insucesso (o nono contra o Botafogo em 10 decisões estaduais), Gaúcho espera que o torcedor e a crítica não joguem pela janela o trabalho que se fez até o momento, a partir de um grupo severamente remontado.

“Acho que somos uma equipe bem estruturada para a sequência da competição”, opinou, acrescentando que terá o veterano volante Sandro Silva e o lateral-esquerdo Yotún para a disputa da Taça Rio.

Gaúcho refutou a visão de que a postura defensiva em excesso e a “cera” desde os minutos iniciais foram as responsáveis pela derrota. “Não estivemos bem tecnicamente. Marcamos bem, mas erramos na saída de bola.”

“Domingo temos que começar uma nova história”, disse o técnico, em referência à estreia na Taça Rio, contra o Volta Redonda, em São Januário.