Ricardo Gomes não esconde o nervosismo antes da decisão da Copa do Brasil. Na véspera do primeiro jogo da final contra o Coritiba, o treinador do Vasco demonstrou estar ciente da importância do título para a torcida, que não comemore um título de expressão desde 2003.

“É claro que estou nervoso. Mas estou conseguindo disfarçar bem, não é?”, brincou o comandante, que enfrenta a cobrança da torcida, faminta por um troféu desde o Carioca de 2003 – seis anos depois, o Vasco faturou o título da Série B, quando retornou à Primeira Divisão.

“A história do Vasco fala mais alto que esse jejum. A responsabilidade é a mesma (do que se viesse de conquistas). Se tivéssemos ganhado três títulos, teríamos que ganhar o quarto. É assim em um clube de tradição”, discursou o técnico, que se diz pouco preocupado em enriquecer o seu currículo. “O que importa é o Vasco. Não sou jogador de tênis”.

Em busca do troféu, Ricardo Gomes confia na experiência de Diego Souza, Eduardo Costa, Alecsandro e, mais do que todos, de Felipe. O meia viveu os anos gloriosos vascaínos, com títulos brasileiros e da Libertadores, em fins do século passado.

“É um ponto importante ter o Felipe, que foi campeão tantas vezes pelo clube. O Felipe tem anos e anos de Vasco, com muitas conquistas. Isso tem uma influência positiva (nos demais jogadores)”, afirmou Ricardo Gomes.

Felipe também admitiu estar ansioso para entrar em campo. “Há bastante tempo o Vasco não conquista um título de expressão. A torcida está bastante ansiosa, nós também. Mas a ansiedade é dos dois lados. Quando rola a bola ela vai embora”, disse o meia, que viveu glórias e decepções no clube.

Em relação ao time, o treinador terá apenas duas mudanças com relação à equipe que eliminou o Avaí na semifinal. Ramon e Eder Luís, machucados, dão lugar a Márcio Careca e Bernardo.