Um fato inédito aconteceu domingo no balneário de Shangri-lá, quando o Rio Branco de Paranaguá enfrentou a Seleção Amadora de Curitiba e o treinador Gassen acabou expulsando o árbitro Amoreti Carlos da Cruz. Interessante que antes do início da partida Amoreti dizia nas entrevistas para as emissoras de rádio que seria um jogo da amizade e que tudo transcorreria em ritmo de festa na praia. A verdade é que não foi bem assim.

O jogo começou e esquentou. Logo aos 17 minutos, o técnico Gassen, que estava ao lado do campo, falou qualquer coisa ao árbitro, que imediatamente mostrou cartão vermelho para o treinador rio-branquista, que respondeu ao árbitro que não sairia daquele local.

Originou-se a maior confusão, com uma discussão que deixou a partida paralisada por aproximadamente 13 minutos. Depois de tudo que aconteceu, o árbitro chegou no centro do gramado e deu sua posição final: ?Ele ou eu…?. Gassen manteve-se irredutível e não saiu, daí o árbitro ?pegou o boné? e foi embora, tomar banho de praia, dizendo: ?Aqui não fico mais?.

Assumiu o comando do jogo o assistente, conhecido em Shangri-lá como Cadum, que levou a partida a bom termo até o final. Sem dúvida, nunca havia acontecido uma coisa destas no futebol, quando o treinador acaba dando cartão vermelho ao árbitro.