Londres – O massagista Christopher Whetstine negou ter aplicado um creme com testosterona no velocista Justin Gatlin, segundo denúncia do técnico do atleta, Trevor Graham. Gatlin, campeão olímpico e mundial dos 100 metros, que divide com o jamaicano Asafa Powell o recorde mundial da distância (9s77), anunciou, sábado, ter sido informado pela Agência Americana Antidoping de que um controle realizado em abril indicou o uso de testosterona.

Gatlin garante não saber como a substância foi parar em seu organismo, mas Graham não se cansa de afirmar que seu pupilo foi ?sabotado? por um massagista, que passou creme com testosterona em suas pernas sem que soubesse. Mais tarde, o massagista foi identificado como Christopher Whetstine, que trabalha com vários atletas patrocinados pela Nike.

?Nunca apliquei substâncias proibidas em Gatlin ou em nenhum outro atleta e tenho cooperado inteiramente com as investigações?, disse Whetstine. O velocista pode ser banido do esporte – em 2001, teve antidoping positivo para anfetamina. Perderá, também, o recorde mundial dos 100m, que igualou em maio, um mês após ser pego no antidoping. Mas conservará o título olímpico, de 2004, e mundial, de 2005.