Waseige Robert Waseige entregou o seu cargo nesta segunda-feira mesmo ao presidente da Real Associação Belga de Futebol, Jan Peeters. Junto com ele dois jogadores também devem deixar a seleção: Wilmots e Wallem. Waseige só acha que o seu pedido de demissão poderia ter sido adiado, não fosse o talento de Rivaldo e a falha do juiz jamaicano, Peter Prendergast, que anulou um gol legítimo de Wilmots ainda no primeiro tempo. ?O árbitro foi infeliz mas foi o talento de Rivaldo que fez a diferença e nos mandou para casa?, lamentou Waseige.

Waseige, que vivia momentos de tensão com os seus jogadores, enfim, poderá deixar o cargo em paz. O bom desempenho de sua equipe contra o Brasil deixou nos belgas a sensação do dever cumprido. A ponto de o próprio Waseige dedicar um agradecimento público aos seus jogadores. ?A nossa torcida deve estar orgulhosa de sua seleção. Se de um lado foi frustrante sair do mundial jogando bem, de outro é preciso reconhecer que o Brasil, além de ter grandes jogadores, ainda contou com o imponderável. Aquele chute do Rivaldo ainda desviou no meio do caminho e tirou qualquer chance de defesa do nosso goleiro. Por tudo isso, só tenho elogios a fazer aos meus jogadores?.

Waseige não perdeu muito tempo falando sobre a influência que a arbitragem teve na derrota belga. Mas ele próprio reconheceu que ao final da partida fez questão de rever o lance do gol de Wilmots pela tevê, pouco antes de sua entrevista coletiva, nos estúdios do Kobe Wing Stadium. ?No banco, eu já desconfiava de que não houve nenhuma irregularidade no gol do Wilmots. Agora, depois de ver o teipe, tenho certeza absoluta. Mas não adianta mais reclamar: estamos fora da Copa. Além disso, jogamos contra um time que tem Rivaldo e Ronaldinho. É muito difícil para quem está do outro lado?.