Boca Juniors e River Plate disputam, às 21 horas (de Brasília), o segundo Superclássico em uma semana. Nas palavras da imprensa argentina, é o jogo do ano. Trata-se da partida de volta das oitavas de final da Copa Libertadores. No primeiro jogo, no estádio Monumental de Nuñez, deu River: 1 a 0. Nesta quinta-feira, em La Bombonera, o Boca precisa de vitória por dois gols para se classificar às quartas de final no tempo normal.

“Prefiro definir jogando como mandante porque tenho o apoio da minha torcida. Vamos ganhar e será uma linda guerra desportiva”, afirmou o técnico do Boca Juniors, Rodolfo Arruabarrena. Marcelo Gallardo, técnico do River Plate, admitiu que, por ter a vantagem a seu favor, sua equipe busca marcar um gol. “Nosso rival teria de marcar três”.

Gallardo se refere ao valor do gol fora de casa. Como o Boca Juniors não marcou no Monumental de Nuñez, um golzinho do River Plate em La Bombonera pode modificar completamente o curso do jogo.

O fato é que, pelo caráter decisivo, o Superclássico desta quinta-feira será o mais acirrado dos últimos tempos. Quem assistiu ao jogo da semana passada pode imaginar como será disputado este confronto. Na última quinta, o clima esquentou nas arquibancadas e, principalmente, no gramado. Jogadas ríspidas, duras e algumas até violentas. Muitas vezes o futebol foi deixado de lado.

Em um desses lances polêmicos e desleais, Teo Gutiérrez acertou Burdisso e foi expulso. Por isso ele não atua na partida desta quinta-feira. É um desfalque e tanto para Gallardo.

Por tudo que aconteceu, a pressão recairá ao árbitro argentino Darío Herrera, de 30 anos. Ele nunca apitou um Superclássico. Sua indicação foi uma surpresa porque todos esperavam que Néstor Pitana, com experiência em Copa do Mundo, fosse apitar a partida.

A Bombonera estará lotada. O torcida xeneize esgotou todos os ingressos. A procura foi tamanha que se criou um mercado negro na internet para revenda de bilhetes – cobram-se até R$ 7 mil por uma entrada.

O mistério é uma prática comum em jogos decisivos e, assim, os técnicos das duas equipes não confirmaram as escalações. No Boca Juniors, Lodeiro, ex-Corinthians, e César Meli brigam por uma vaga no meio de campo. Daniel Osvaldo será a referência no ataque e terá a companhia de Cristian Pavón e Federico Carrizo.

Do lado do River Plate, Gallardo também não revelou como montará seu ataque sem a presença de Teo Gutiérrez. Lucas Boyé, Sebastián Driussi e Fernando Cavenaghi são as opções para jogar ao lado do uruguaio Rodrigo Mora.

OUTROS JOGOS – O atual campeão argentino pode colocar fim a mais uma longa espera. O Racing esteve 12 anos fora da Copa Libertadores e está a um empate sem gols em Buenos Aires contra o Montevidéu Wanderers, do Uruguai, para ficar entre os oito primeiros depois de 18 anos.

O time buscou o 1 a 1 no jogo de ida, na última semana, nos minutos finais e entra em campo mais tranquilo no estádio El Cilindro para garantir a classificação. O técnico Diego Cocca confirmou a escalação do time com a presença da poderosa dupla de ataque. Bou é um dos artilheiros da Libertadores com sete gols e terá a companhia do veterano Milito, de 35 anos.

Se conseguir avançar de fase, o clube marca outra etapa do seu renascimento. Campeão da Libertadores em 1967, o Racing viveu uma grave crise financeira no fim dos anos 1990.

O Atlético Nacional, de Medellín, da Colômbia, recebe os equatorianos do Emelec no jogo que fecha as oitavas de final. A equipe precisa reverter os 2 a 0 sofridos na partida de ida.