As autoridades suíças aprovaram a extradição de um sexto cartola da Fifa preso em maio de 2015 em Zurique. Nesta sexta-feira, o Departamento de Justiça deu o sinal verde para a extradição de Costas Takkas, ex-dirigente da Concacaf e braço direito do comando do futebol das Ilhas Cayman. Assim, dos sete presos em maio, restará apenas um na prisão de Zurique: José Maria Marin, ex-presidente da CBF.

Takkas é acusado nos Estados Unidos de pedir e receber subornos de milhões de dólares para o então presidente da Concacaf, Jeffrey Webb, na vendas dos direitos de marketing dos jogos das Eliminatórios das Copas do Mundo de 2018 e 2022. “As condições para a extradição estão reunidas”, disse Berna, em um comunicado.

Ao pedir propinas, Takkas teria “influenciado de forma substancial” a concorrência e “distorceu o mercado”. “Outras empresas de marketing ficaram em uma situação de desvantagem e as federações de futebol foram impedidas de negociar acordos mais favoráveis”, disse a Suíça. Takkas ainda poderá recorrer da decisão.

Além dele, a Suíça já deu o sinal verde para a extradição de Eugenio Figueredo, Rafael Esquivel, Eduardo Li, Julio Rocha e Jeffrey Webb aos Estados Unidos, onde todos são acusados de corrupção.

Marin, assim, será o último dos sete presos a ter a sua situação avaliada pela Justiça e seus advogados já indicam que ele pode até mesmo abrir mão de um recurso.

Com um apartamento nos Estados Unidos, ele teria possibilidade de pagar uma fiança milionária, o que o permitiria aguardar o julgamento em sua residência. Pessoas que estiveram com o brasileiro indicaram que, depois de mais de quatro meses na prisão em Zurique, ele mostra claros sinais de que deseja ter uma definição rápida para seu caso. Uma fiança, porém, poderia custar quase R$ 40 milhões.