Sucessor, Marcelo pode igualar feito de Roberto Carlos

O lateral-esquerdo Marcelo pode até negar o rótulo de “novo Roberto Carlos”, mas vem repetindo o roteiro de boa parte da carreira do ex-jogador e agora técnico. Afinal, ele sucedeu Roberto Carlos no Real Madrid e agora está fazendo o mesmo na seleção brasileira, prestes a disputar a sua primeira Copa do Mundo.

Marcelo, porém, destaca que vê Roberto Carlos como seu ídolo e evita se apontar como um substituto do hoje técnico do turco Sivasspor. “Sempre disse que não era o novo Roberto Carlos, que ganhou o que ganhou no futebol. Continua sendo o meu ídolo, quero seguir os passos dele no Real Madrid e na seleção brasileira”, disse.

Roberto Carlos foi o titular da seleção brasileira em três edições da Copa do Mundo, em 1998, 2002 e 2006, sendo o dono da lateral esquerda durante todo esse período. Além disso, atuou pelo Real Madrid entre 1996 e 2007, ano da chegada de Marcelo ao clube espanhol.

Na sua primeira Copa, Marcelo já pode igualar o feito do agora treinador, que foi o último jogador a vencer em um mesmo ano – 2002 – a Liga dos Campeões da Europa e a Copa do Mundo.

“Penso, mas acho que isso é uma coincidência. Ele fez por merecer ganhar a Champions League (Liga dos Campeões) e a Copa. Eu consegui ganhar a Champions, agora estou fazendo o meu trabalho para tentar vencer a Copa. Mas ainda é muito cedo. O meu objetivo é ganhar a Copa e é claro que isso passa pela minha cabeça”, comentou Marcelo.

Marcelo é o sucessor de Roberto Carlos na seleção brasileira, mas a lateral esquerda passou por um hiato na Copa do Mundo de 2010, quando o técnico Dunga convocou Michel Bastos, titular durante o torneio na África do Sul, e Gilberto.

Marcelo acredita que amadureceu após ficar fora daquele Mundial. “Eu estou há sete amos no Real Madrid e amadureci bastante, muito mais nesses quatro últimos anos, dentro e fora de campo”, disse.

Apesar de ser considerado titular absoluto da seleção brasileira, Marcelo afirma que não se sente insubstituível e garante que a vaga da lateral esquerda está em aberto, sendo disputada com Maxwell. “Não me sinto garantido. Seria um desrespeito com o Maxwell. Estamos no mesmo barco, disputando posição”, avisou. “Não me sinto confortável. Quero brigar e representar bem o País.”

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