| Ao lado de Marcão, Marinho e Fabiano compõem uma defesa que dá toda a segurança para a meia-cancha e ataque decidirem os jogos. |
Atrás de um grande time, há sempre uma grande defesa. No caso do Atlético, nada mais cabível. O time pode até ter apenas a sexta defesa menos vazada do Brasileirão, com 46 gols. Entretanto, não há como negar que o sucesso da equipe é diretamente proporcional aos “humores” da defesa.
Se a turma da cozinha não vai bem, o revés é possível. Mas se os “mosqueteiros” Marinho, Marcão e Fabiano e o “Dartagnan?? Alan Bahia estão de bem com a vida, é só alegria. A turma da retaguarda, que só aparece quando o time tropeça, garante que não se incomoda de carregar o piano do time. “É algo tão natural que virou rotina. Quem joga na defesa sabe que só aparece no erro. O acerto não é mais que a obrigação”, afirma o conformado zagueiro Marinho, que caiu nas graças da torcida em função da sua doação para o grupo. “Esse é o grande segredo do bom zagueiro. Se sacrificar para impedir o avanço dos adversários, dando toda a tranqüilidade aos atacantes”.
O lateral-esquerdo Marcão, que há algumas rodadas assumiu o seu lado zagueiro, já define sua nova função como “caça-craque”. “Estou gostando dessa história e não me incomodo que os holofotes não venham para a defesa. Sabemos que somos parte importante da engrenagem. Na hora de erguer a taça, todos seremos campeões”, diz. Quando estava na lateral, Marcão ainda marcava uns golzinhos e saía na foto – marcou cinco no campeonato paranaense. Na zaga, o negócio virou quebrar bola, definitivamente. “Eu não havia parado para pensar, mas o único gol que fiz no Brasileirão foi jogando na lateral. E justamente contra o Criciúma” (o time perdeu de 4 a 1 no turno). O jejum forçado, garante, não incomoda tanto quanto possa parecer. “Enquanto tiver gente fazendo, não dá nada. cada um na sua. Estou muito confortável na zaga e plenamente adaptado.”
Ainda menos visado pela mídia está o volante Alan Bahia, que também já jogou de líbero e dificilmente ganha destaque nos noticiários. Apesar disso, não há como negar a importância tática do garoto. Como a marcação começa no meio, o Alan é o quebrador, um leão que protege a zaga. “Se o trabalho de marcar não é forte no meio, fica um deus-nos-acuda na zaga. Alan é parceiro fundamental no esquema defensivo.”
Discreto como sempre, Alan deixa no ar até a suspeita de que prefere ficar no “anonimato”. “Não faço questão de aparecer. Gosto de cumprir meu trabalho direitinho e dar a minha parcela de contribuição.” A prova vem em seguida, quando ele recebe um jornal do Rio de Janeiro, no qual tem uma foto de um lance seu creditado ao lateral-direito Fernandinho. “Não faz mal. Depois de vencer o Flu e reasssumir a liderança, essas coisas ficam insignificantes.”
Ronildo pronto para Domingo
A primeira vez, a gente nunca esquece. Para o lateral-esquerdo Ronildo, contratado na metade do campeonato, o jogo contra o Cricíúma, no domingo, terá um gosto especial. Pela primeira vez o jogador estará começando uma partida diante da fervorosa torcida atleticana.
“Não vejo a hora de entrar em campo. Tive oportunidade de jogar contra e sei do peso que a torcida tem”, diz, lembrando-se da época em que defendia o Galo, o Botafogo e Goiás.
Desta vez, a torcida vai estar jogando a favor e Ronildo tem bons motivos para comemorar. Com a suspensão de Ivan, pelo terceiro cartão amarelo, ele iniciou a semana com a certeza de que será o titular no domingo. “Isso dá um diferencial, já que treino na equipe de cima desde o começo dos trabalhos, pegando mais entrosamento e ritmo.” Aliás, um pouco de ritmo de jogo ele já pôde começar a adquirir no domingo passado, quando foi escalado no segundo tempo no lugar de Ivan. “Foi uma opção para eu já ir me adaptando, só que o jogo tinha características diferentes, estávamos com um homem a mais” – o zagueiro Odvan havia sido expulso após uma entrada violenta em Fernandinho.
Entretanto, a despeito das circunstâncias distintas, o pedido do técnio Levir Culpi para o jogador não deve fugir muito ao ocorrido no jogo contra o Flu. Isto porque mantendo-se o esquema 3-5-2, a idéia é que Ronildo siga à risca o estilo do titular Ivan, que possui características de apoio bem desenvolvidas. “Estou consciente da função tática que o Ivan desempenha e pronto para fazer o mesmo. A torcida pode ficar tranquila”, garante.
Com a afirmação de Ivan na lateral-esquerda, Ronildo teve poucas chances de entrar. Da Arena, ele diz, brincando, que só conhece o banco. Fora de casa, ele teve a única oportunidade de começar jogando. Foi contra o Palmeiras, quando Ivan estava machucado. Daquela partida, a lembrança não é das melhores. O time foi derrotado por 3 a 1 no Parque Antártica. “Foi um período de instabilidade. Recuperamos a liderança e estamos confiantes.”
Ingressos começam a ser vendidos às 10h
A média de público do Atlético caiu em função da disputa de um dos jogos de seu mando em campo neutro. Apenas 1.350 torcedores pagaram para assistir a Atlético e Inter, no Serra Dourada. Assim, a média caiu de 12.356 para 12.056.
De volta para casa, a expectativa é que a diferença seja tirada rapidamente. A diretoria colocou, de início, 15 mil ingressos, que começam a ser vendidos hoje, a partir das 10h. Além da bilheteria da Arena, parte da carga será dividida entre os quiosques do Rubro-Negro nos shoppings Curitiba e Total, na rede de lanches Prajá, e na RD Pratas e Semijóias, que fica na Avenida Manoel Ribas.
Há ingressos para todos os bolsos. Nas retas de fundos, o ingresso custa R$ 20,00. Nas curvas, o preço é R$ 25,00. Na reta principal, o ingresso custa R$ 30,00 e nas superiores R$ 60,00. Para todos os valores de ingressos, existem disponíveis meia-entrada, destinada a estudantes e maiores de 65 anos, devidamente identificados.