Bosco, goleiro reserva do São Paulo, recebeu do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) a pena mais branda possível para seu caso de simulação ao final do clássico contra o Palmeiras. O atleta havia sido denunciado duplamente no artigo 258 por simular ter sido atingido por uma pilha no jogo contra o Palmeiras. Poderia pegar até 20 jogos de suspensão, mas foi condenado a apenas uma partida sem poder atuar.

Ao fim do clássico contra o Palmeiras, no Palestra Itália, vencido por 1 a 0 pelo São Paulo, Bosco entrou em campo para comemorar. Achou uma pilha no chão, pegou-a com a mão direita e, imediatamente, pôs a mão esquerda na cabeça. E assim, com a mão na cabeça, atravessou o campo para entregá-la ao quarto árbitro.

Diante dos auditores, o goleiro explicou a razão de seu gesto. "Foi uma atitude involuntária, de maneira impulsiva. Fiquei constrangido aos ver as imagens pela televisão", admitiu Bosco. E repetiu o que já havia dito no dia seguinte ao jogo. "Cometi um erro, mas não disse ao árbitro que tinha sido atingido. Não pensei em simular, até porque o juiz estava longe.

Ao fim do julgamento, o goleiro desabafou. "Estou satisfeito. O tribunal foi justo. Vim confiante e prevaleceu a verdade", disse o são-paulino.