São Paulo – O técnicoJosé Roberto Guimarães acha que ficar fora do pódio na Olimpíada de Atenas será um “desastre absoluto” para a seleção brasileira de vôlei feminino. O parâmetro, na sua avaliação, são os resultados das duas últimas Olimpíadas, quando a seleção trouxe duas medalhas de bronze. Mas também afirma que numa competição como essa, em que conta o momento, “todas as alternativas podem ocorrer. O Brasil pode ser ouro, prata, bronze ou não se classificar”.

Mas o técnico está trabalhando para ir ao pódio por enquanto os treinos ainda são físicos , conseguir o comprometimento do grupo e “rezando muito”.

Já fez a promessa de percorrer a pé novamente o caminho de Santiago de Compostela se o Brasil for ao pódio e tem recebido a ajuda da comissão técnica no seu apelo aos santos. O assistente-técnico Cacá Bizocchi trouxe para o treino um terço vindo de Fátima, em Portugal. “Tudo quanto é santo já foi acionado”, afirma Zé Roberto, que tem fé. “É algo que move o mundo.”

Ao contrário do que poderia parecer, o técnico ficou preocupado com o fato de o Brasil ter caído em uma chave mais fácil na fase de classificação olímpica, com Japão, Coréia, Itália, Quênia e Grécia no outro grupo estão Rússia, Alemanha, Cuba, Estados Unidos, China e República Dominicana (um sorteio, dia 7 de junho, determinará a ordem dos jogos). “Dos grupos mais fortes sempre saíram os campeões olímpicos. Podemos até sair em primeiro do grupo, mas qualquer quarto que cruzarmos em uma fase decisiva China, Rússia, Estados Unidos, Cuba ou Alemanha será um adversário difícil.”

A seleção, que está treinando em São Paulo, com 14 jogadoras, disputa o Grand Prix, de 7 a 24 de julho.