?Que tipo de jogador o Coritiba precisa? Que elenco é necessário para voltar à primeira divisão?? As duas perguntas formam a base das discussões da diretoria do Coxa com o comando do futebol. As respostas vão definir o caminho do período de contratações e das possíveis renovações – 27 jogadores terminam seus vínculos com o clube no dia 31. A primeira decisão tomada nas reuniões da semana passada foi a opção por valorizar atletas que reúnam boa qualidade e muita vontade.
O presidente Giovani Gionédis foi quem colocou as duas questões. ?A gente precisa criar o perfil de atletas para a próxima temporada?, resume o dirigente, que deixou a definição para o assessor José Hidalgo Neto, o diretor de futebol Almir Zanchi e o superintendente Odivonsir Frega. ?Nós conversamos nesses dias para preparar o planejamento e ver como será o processo de contratações?, completa Hidalgo.
A decisão de contar com jogadores de qualidade é baseada no que se viu no último Campeonato Brasileiro. ?Houve jogos em que tivemos problemas, mas na maioria das partidas o grupo foi forte, lutou muito. O que realmente faltou em toda a competição foi capacidade técnica. Contávamos com o Marquinhos, mas ele infelizmente acabou tendo seguidas lesões?, afirma Gionédis, que vê dificuldades na permanência do armador.
?É um jogador caro, que a princípio não entraria na nossa filosofia orçamentária?, admite.
Outros jogadores que talvez estejam na lista de renovações vivem a mesma situação -especialmente o meia Caio e o capitão Reginaldo Nascimento. ?Primeiro, temos que ver quem é que pretende ficar?, diz Hidalgo. Os dois até gostariam de permanecer, mas Caio tem várias propostas para deixar o clube e Nascimento precisaria reduzir a pedida para ficar. Além da questão financeira, Gionédis afirma que os jogadores terão que se adequar ao perfil planejado. ?Tem jogadores que talvez não se adaptem à Série B?, confirma.
Da mesma forma fica a procura por jogadores. A diretoria não confirma, mas o goleiro Flávio e o zagueiro Marcos, do Paraná Clube, interessariam para a temporada 2006 – ambos se adequariam ao que o comando do futebol espera do elenco. Outro jogador que poderia reforçar o Coritiba é o meia Tcheco, que ontem estreou no Mundial de Clubes pelo Al-Ittihad, da Arábia Saudita, vencendo o Al-Ahly. Ele afirmou nesta semana que pretende voltar para o Alto da Glória.
Tudo isso, entretanto, pode ser mudado radicalmente caso haja mudanças na diretoria por conta de uma composição entre situação e oposição (que está sendo negociada) ou mesmo de uma alteração do resultado da eleição da segunda passada, que é o objetivo dos correligionários de Tico Fontoura. O futuro do Cori passa pela resolução do imbróglio político.
Gionédis promete resposta a Márcio
Será que ele fica? Em tese, o técnico Márcio Araújo terá seu futuro no Coritiba definido hoje. A promessa do presidente Giovani Gionédis e do comando do departamento de futebol é anunciar nesta tarde a comissão técnica para a temporada 2006. Mas a confusão jurídica entre situação e oposição e as notícias do final da semana podem fazer que o anúncio de permanência (ou de saída) seja adiado.
Não seria o primeiro adiamento. No dia seguinte à eleição, Gionédis disse que as possibilidades de permanência do treinador seriam de 90%,
e que a definição não passaria da quarta-feira. Mas, quando a quarta chegou, o anúncio foi transferido para esta semana.
A justificativa era a abertura de maior tempo para que Capitão Hidalgo, Almir Zanchi e Odivonsir Frega pudessem se inteirar da situação do departamento de futebol.
Só que fatos novos aconteceram. Primeiro, foi o anúncio feito por Zanchi que Márcio Araújo fora liberado para ?férias?, com retorno marcado para segunda – sem que se encaminhasse renovação ou saída. Outra notícia que agitou os bastidores do Coxa foi a possibilidade de troca do preparador de goleiros Luiz Henrique, que perderia o posto para Rafael Camarotta.
Seria um golpe duro no treinador, que tem nele e no auxiliar Nílton Santana seus assistentes diretos. Os três se entrosaram com o outro auxiliar, Cláudio Marques (um dos principais defensores de Márcio) e com o preparador físico Róbson Gomes. Os cinco formariam, até segunda ordem, a comissão técnica do Coxa para 2006.


