Londres – Ninguém jogou melhor do que Ronaldinho Gaúcho entre agosto de 2005 e junho de 2006. Este é o resultado da votação realizada entre mais de 43 mil jogadores do mundo inteiro pelo Fifpro, o Sindicato Mundial dos Futebolistas. O craque do Barça foi eleito o melhor do mundo por seus colegas pelo segundo ano seguido. E outro brasileiro entrou na seleção ideal: Kaká.

?É uma honra enorme ganhar este prêmio e uma motivação importante para continuar progredindo em minha carreira?, afirmou Ronaldinho.

A votação não levou em conta o desempenho dos jogadores na Copa do Mundo – o que será considerado na eleição do melhor da temporada 2006/2007. Isso foi decisivo para a vitória de Ronaldinho, que jogou muito pelo Barcelona até junho, mas não foi bem com a seleção na Alemanha.

Galeria

De dezembro de 2004 para cá, o único prêmio que Ronaldinho não ganhou foi o de melhor jogador da Copa do Mundo. Ganhou duas vezes a eleição do Fifpro, duas a da Fifa, foi escolhido o melhor do mundo em 2005 pela revista World Soccer e ano passado também levou a ?Bola de Ouro?, prêmio oferecido anualmente pela revista France Football ao melhor jogador em atividade na Europa.

Ele é candidato ao bi da ?Bola de Ouro? (o vencedor será anunciado no final do mês) e ao tri na votação promovida pela Fifa – o prêmio será entregue dia 18 de dezembro em Zurique.

Barça é destaque da eleição

O Sindicato dos Futebolistas não revelou os números da votação, mas participaram jogadores de 42 países, que elegeram a seleção do ano.

A ?equipe dos sonhos? eleita pelos jogadores é esta: Buffon (Itália); Thuram (França), Cannavaro (Itália), Terry (Inglaterra) e Zambrotta (Itália); Pirlo (Itália), Kaká (Brasil) e Zidane (França); Ronaldinho Gaúcho (Brasil), Thierry Henry (França) e Eto?o (Camarões).

A votação do Sindicato também elegeu o argentino Messi – outro craque do Barça -como a revelação do ano.

O Barcelona também foi homeageado por seu trabalho pela paz – o clube espanhol, que nunca havia colocado o nome de um patrocinador sobre sua camisa, quebrou essa tradição fazendo propaganda do Unicef (Fundo das Nações Unidas de apoio às crianças). E detalhe: ao invés de receber, o clube paga ao Unicef.