O técnico Sérgio Soares disse não ao Santo André. Identificado com o clube paulista pelo que fez no Ramalhão, como jogador e treinador, considera natural a sondagem no momento em que o Santo André busca um substituto para Sérgio Guedes.

Há pouco mais de vinte dias no Paraná, o treinador preferiu não dar entrevistas. Apenas comunicou através da assessoria de imprensa do clube que “está concentrado no jogo de sábado e focado no Paraná Clube”.

Sérgio Soares foi contratado para ocupar a vaga de Zetti e em pouco tempo conduziu o Tricolor a três vitórias seguidas. Antes, viu a equipe sofrer sua pior derrota na competição (5×0, para o hoje líder Atlético Goianiense).

Foi ali que decidiu mudar o esquema para o 3-5-2 e na base do “gogó” alterou o perfil do time. O Paraná vinha numa evolução significativa, não apenas nos resultados, mas no comportamento da equipe.

Por isso, sentiu na veia a derrota para o ABC, num jogo onde o Paraná não se encontrou. “Foi uma partida atípica. Esse relaxamento não poderia ocorrer”, destacou Sérgio logo após o jogo. Também prometeu cobrança severa sobre o zagueiro Freire.

“Ele tem só 19 anos, mas precisa ter cabeça para jogar futebol”, disse, prometendo internamente resolver a questão. A expulsão de Freire, aos 8 minutos do segundo tempo, foi determinante para que a equipe sucumbisse em campo.

A diretoria paranista preferiu não comentar o suposto assédio ao seu treinador. “Não tenho nenhuma informação sobre isso. O Sérgio Soares é o nosso técnico e vamos atrás de uma recuperação imediata nesta Série B”, disse o presidente Aurival Correia.