A paixão pelo Clube Atlético Paranaense, muitas vezes, vem de berço. Não são poucos os nascidos dentro dos limites geográficos do Paraná que escolheram o Rubro-Negro como clube do coração. Os dados foram levantados por pesquisa do Ibope sob encomenda do jornal Lance!. O resultado aponta para uma ligeira vantagem dos torcedores do vermelho e preto da capital.

Isso se tornou mais claro nos últimos anos, quando o time se destacou em competições estaduais, nacionais e internacionais, popularizando a escolha pelo rubro-negro. Esta fatia de novos torcedores é, em sua grande maioria, de jovens. Não foi apenas a renovação, mas a invasão da Arena por beldades dignas de passarelas. Belos rostos ? alguns pintados com as cores do time -, lindos olhos e corpos sarados, transformaram-se em imagens corriqueiras nas arquibancadas e cadeiras da Arena.

A virada

O ponto de partida deste crescimento foi uma crise. O ano era 1995 e o clube parecia fadado a permanecer na 2.ª divisão brasileira e mero coadjuvante no paranaense, comandado pelo tricampeão Paraná Clube. No meio daquele “caos”, o destino do clube passou às mãos de Mário Celso Petraglia.

A mudança foi lenta e gradual. Com visão empresarial e uma agressiva estratégia de marketing, a diferença surgiu dentro de campo. No fim daquele ano o time conquistaria o título da Série B, retornando à elite. O time deu o respaldo necessário para tanto.

Shows da dupla Oséas e Paulo Rink ajudaram a resgatar o apelido Furacão ? uma das passagens mais marcantes foi o memorável 2×0 sobre o então poderoso Palmeiras, a academia, líder e invicto há doze jogos e liquidado em dez minutos pela dupla. Mas diante do potencial, era pouco. Era preciso uma revolução. E Petraglia a comandou, definindo como estratégia a valorização da marca Atlético.

Em 1997, foi lançada a pedra fundamental da nova Arena, através da campanha Atlético Total (eleita Top de Marketing pela ADVB), um novo conceito de espaço. Não seria apenas um estádio de futebol, mas uma praça de eventos. Moderno, confortável e seguro. Dois anos depois, o sonho se tornou realidade. A Arena estava pronta, o número de torcedores crescia e ser atleticano passou a ser moda (principalmente entre os jovens).

Marketing ajuda a angariar torcedores

A Arena resgatou o orgulho de ser rubro-negro. Mas foi a escolha da camisa do clube para ter um lugar na cápsula do tempo, que deu a largada para um novo projeto. A cápsula é uma espécie de baú cheio de objetos de nosso cotidiano.

O projeto foi idealizado pelo jornal The New York Times para durar mil anos. No ano 3000, a cápsula do tempo será reaberta para mostrar aos futuros habitantes do planeta como eram os humanos no fim do segundo milênio. O departamento de marketing rubro-negro não perdeu tempo e lançou a campanha “Atlético 3.000 ? Paixão Eterna”. Estratégia ideal para um clube não só ganhar adeptos, mas virar moda. Adolescentes invadem salas de aula trajando a camisa rubro-negra, pois vesti-la é fashion.

O “Atlético 3.000” no entanto, não se resume ao amor. Conquista adeptos com outras estratégias, como a campanha Atlético Kids. “Os três mil garotos credenciados levam os pais para o estádio. Com isso, o clube ganha novos adeptos, a Arena fica cheia e damos a contrapartida aos lojistas da praça de alimentação, parceiros de primeira hora na construção do melhor estádio da América do Sul”, reverencia Mauro Hozlmann, diretor de marketing do clube.