Senadora espanhola é punida por doping e perde título mundial no atletismo

A Corte Arbitral do Esporte (CAS) deu razão à Associação das Federações Internacionais de Atletismo (IAAF) e anunciou nesta quinta-feira a suspensão por quatro anos da ex-fundista espanhola Marta Domínguez, retroativa ao período entre agosto de 2009 a julho de 2013. Com isso, a ex-atleta, que hoje é senadora na Espanha, perde a medalha de ouro conquistada no Mundial de Berlim (Alemanha), em 2009, na prova de 3.000m com obstáculos.

Domínguez chegou a ser detida em 2010, junto com seu técnico, quando a polícia espanhola deflagrou uma grande operação para quebrar um esquema de doping no atletismo da Espanha. À época, ela era vice-presidente da Real Federação Espanhola de Atletismo (RFEA) e foi afastada do cargo, ainda que não tenha ficado presa.

Depois disso, a IAAF começou a investigar com maior rigor o passaporte biológico de Domínguez e encontrou resultados que apontavam o consumo de substâncias dopantes, recomendando à RFEA uma suspensão de quatro anos. Mas quando a senadora foi julgada pela entidade da qual havia sido vice-presidente, acabou absolvida.

O caso foi parar na CAS, que deu ganho de causa à IAAF e suspendeu Domínguez por quatro anos. Ela perde o ouro conquistado em Berlim nos 3.000m com obstáculos, que também não pode ser herdado pela vice-campeão. Yulia Zaripova, que foi prata, também está provisoriamente por doping e não pode ser promovida a campeã. O caso dela também está na CAS.

Assim, a nova campeão mundial de 2009 deverá ser Milcah Chemos Cheywa, do Quênia, que à época ficou com o bronze. Jennifer Barringer, dos EUA, será alçada ao terceiro lugar. Domínguez também perderá a prata conquistada no Campeonato Europeu de 2010 nos 3.000m com obstáculos.

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