Rio – Em outras épocas, trabalhar no Flamengo era o sonho profissional de qualquer treinador ou jogador. No entanto, a realidade hoje é diferente. Após pelo menos cinco atacantes rejeitarem convites para atuar na Gávea, ontem foi a vez do técnico Péricles Chamusca descartar a proposta de dirigir o time carioca, para acertar com o São Caetano.

A notícia deixou a diretoria do Flamengo perplexa. O algoz do Rubro-Negro na final da Copa do Brasil teria acertado sua ida para a Gávea na noite de quarta-feira, mas ontem pela manhã comunicou aos dirigentes do Fla-Futebol que não se sentiu à vontade para treinar o Flamengo nesse momento – o time carioca é o lanterna do Brasileirão.

“Ficou um mistério no ar. O Chamusca me ligou nesta quinta (ontem) e disse que o problema não seria o salário, já que o São Caetano ofereceu quase a mesma coisa”, declarou o diretor executivo do Fla-Futebol, José Maria Sobrinho.

Para o vice-presidente de futebol, Paulo Dantas, Chamusca foi “uma pessoa pouco corajosa” e que, por isso, não serviria para comandar o Flamengo nesta situação incômoda. A diretoria rubro-negra informou que a busca para contratar um novo treinador recomeçou, mas não descartou a possibilidade de efetivar o técnico interino Andrade.

A contratação de Chamusca pelo São Caetano parece uma resposta ao Flamengo, que, na semana passada, apresentou proposta salarial maior e acertou com o atacante Dimba. Recém-contratado do futebol árabe, o artilheiro se apresentou ontem na Gávea, fez exames clínicos e deve estrear no clássico com o Botafogo.