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Sem atletas do Flamengo, veteranos do Jogo das Estrelas do NBB atuam por legado

  • Por Estadão Conteúdo

A tragédia que vitimou dez pessoas no Ninho do Urubu, no Rio, teve grande impacto também no Jogo das Estrelas do NBB. Cinco jogadores do Flamengo que participariam da partida que coloca frente a frente os principais estrangeiros e brasileiros da Liga Nacional de Basquete (LNB), além do técnico Gustavo Conti, desistiram do evento um dia antes de sua disputa após receberem as notícias da tragédia. O jogo está confirmado para este sábado, às 14h, e terá como sede pela quarta vez o Ginásio Pedrocão, em Franca, a capital nacional do basquete. Já o show do intervalo ficará por conta da Banda Atitude 67.

Pelo lado brasileiro, as ausências ficam por conta de Anderson Varejão, Marquinhos e Olivinha. Jefferson (Bauru), Jimmy (Franca) e Lucas Cipolini (Franca) entram em seus lugares. Ao lado deles, também defendem o NBB Brasil: Alex Garcia (Bauru), Leandrinho (Minas), Yago Mateus (Paulistano), Gegê (Minas), Cauê Borges (Botafogo), Didi (Franca), Léo Meindl (Franca), Lucas Dias (Franca) e JP Batista (Mogi das Cruzes).

Já o NBB Mundo terá como desfalques Franco Balbi e David Nesbitt, além do treinador. A liga até tentou, mas não teve tempo hábil para substituí-los. Completam a equipe Shamell (Mogi), Kyle Fuller (Corinthians), David Jackson (Franca), Kenny Dawkins (Pinheiros), Jamaal (Botafogo), Bennett (Pinheiros), Zach Graham (Brasília), Enzo Ruiz (Bauru), Dominique Coleman (Minas) e Windi Graterol (Brasília).

O formato de disputa entre atletas nacionais e internacionais chega em sua nona edição com vantagem brasileira: cinco vitórias e três derrotas. Mas desta vez, confronto será como uma passagem de bastão dos veteranos que ajudaram no desenvolvimento do esporte no País para uma nova e promissora safra de jogadores.

LEGADO – “Eu acho legal quando vejo Didi, Yago e outros meninos que foram para a Espanha porque a gente faz parte do crescimento do basquete e eles precisam continuar isso. E se eles não fizerem isso, minha geração não fez seu trabalho”. As palavras do ala norte-americano Shamell mostram a preocupação que ele e outros jogadores mais experientes têm para manter o basquete nacional em alto nível.

Ao 38 anos, o único atleta presente em todas as edições do Jogo das Estrelas explica que para se manter tantos tempo no topo é preciso trabalhar muito. “Estou aqui no Jogo das Estrelas, mas acordei de manhã, levei meu filho para a escola às 8h e fui para a academia. Depois fui para o ginásio treinar. Mesmo a gente (apontando para Leandrinho e Alex presentes em evento com a imprensa) tento viajado e jogado no mundo inteiro, a gente continua trabalhando.”

Também aos 38 anos, Alex Garcia demonstra ter consciência que é um exemplo para quem está começando na carreira. “Nossa importância fora das quadras também é grande. Muitas vezes não conhecemos tantas pessoas, mas as pessoas nos conhecem e estão avaliando nossa atitude.”

Alex e Shamell também travam uma disputa particular este ano. Os dois são os jogadores que mais vezes ganharam o prêmio de MVP, melhor da partida, sendo três conquistas para o “gringo” e duas para o paulista, natural de Orlândia.

Em sua primeira aparição na maior festa do basquete nacional, Leandrinho fez questão de agradecer aos atletas e técnicos que ajudaram a consolidar o esporte no País. “Eu fiquei muitos anos fora e só tenho que agradecer ao Shamell, ao Alex e aos outros atletas. Eu não vivi esse momento que o basquete brasileiro vem vivendo já há muitos anos, mas concordo com eles. Temos que dar exemplo. Daqui a pouco a gente vai parar, mas queremos deixar um legado”.

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