Seleção feminina faz história no judô

Habituada ao papel de coadjuvante da seleção masculina, a equipe feminina brasileira de judô já está colhendo os frutos da inédita conquista da etapa da Alemanha da Supercopa do Mundo no último domingo em Hamburgo. Ainda no fim de semana, a delegação foi sondada para participar do treinamento da França, em Paris, em data ainda a ser confirmada. ?Sempre fomos meio esnobadas pelas francesas, mas parece que agora estão nos vendo com outros olhos?, comentou a santista Danielle Zangrando, quinta colocada na categoria até 57 quilos.

A seleção brasileira virou atração do jantar de encerramento do evento. ?Recebemos cumprimentos de quase todas as seleções. Só as cubanas é que não ficaram contentes com a nossa campanha. As outras diziam que queriam se sentar ao lado das campeãs?, brincou Zangrando, que conquistou em 1995 – então com apenas 15 anos – a primeira medalha feminina do Brasil em campeonatos mundiais. O título brasileiro veio com o ouro de Edinanci Silva (-78 quilos), a prata de Priscila Marques (+78 quilos) e o 5.º lugar de Zangrando. A Supercopa do Mundo valeu também como seletiva para a definição da equipe brasileira nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro.

Nesta semana, a seleção nacional permanecerá na Alemanha treinando com as mesmas equipes que competiram em Hamburgo.

Na quinta-feira, o grupo segue para Praga, na República Tcheca, onde disputará a Copa do Mundo.

A competição deverá ser prestigiada majoritariamente pelas nações do leste Europeu.

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