Roma  -Desta vez Schumacher comeu poeira. Pilotando a Ferrari com a qual conquistou o hexacampeonato da F-1, o piloto alemão perdeu por 2 a 1 o desafio contra o caça Eurofighter da Força Aérea italiana, pilotado por Maurizio Cheli. A brincadeira foi realizada na pista do aeroporto militar de Baccarini, perto de Roma, onde o carro e o avião correram alinhados em pistas paralelas.

Schumacher venceu por pouco, a primeira e mais curta corrida, num percurso de 600m. Cruzou a linha de chegada em 9,4s, 0,2s à frente do adversário. Mas o avião venceu as outras duas, de 900m (13s a 13,2s) e 1.200m (14,2s a 16,7). As distâncias previstas eram de 500, 1.000 e 1.500 metros.

“Foi uma experiência interessante”, declarou o alemão, que disse ter sentido menos pressão do que quando enfrenta Juan Pablo Montoya. Cheli não se vangloriou da vitória. “Todo mundo é príncipe ou rei em seu próprio território.” O evento foi cheio de pompa, com direito a carros antigos, esquadrilha da fumaça e banda militar para entreter os milhares de espectadores.

Tudo transmitido ao vivo pela tevê italiana. Depois de cada disputa, o avião decolou e aterrissou para a largada seguinte. Mas a decolagem, que normalmente ocorre em cinco segundos, era retardada para poder percorrer a distância estabelecida – caso contrário, o jato perderia. A Ferrari ficava estacionada num hangar e era atendida pela equipe usual de boxes.

Chinês ao volante

Ho-Pin Tung tornou-se ontem o primeiro chinês a pilotar um carro de Fórmula 1. Ele participou dos treinos coletivos em Jerez de la Frontera, Espanha, a bordo de uma Williams-BMW. Segundo a equipe, o teste foi uma gratificação pela magnífica temporada dele na Fórmula BMW asiática.

Ho-Pin Tung deu 42 voltas e se emocionou. “As pernas tremiam de pensar em trocar os 140 cavalos da F-BMW pelos 900 da F-1.” Pedro de la Rosa, Fernando Alonso e Juan Pablo Montoya, nesta ordem, foram novamente os mais rápidos em Jerez. Rubens Barrichello fez o sexto tempo, Felipe Massa o 13.º e Cristiano da Matta o 15.º.