Há três dias, Robert Scheidt era apenas o 42.º colocado do Campeonato Mundial de Classe Laser. Rival pela vaga olímpica do Brasil, Bruno Fontes era o sexto, brigando por medalha. Ao fim da competição em Kingston (Canadá), entretanto, tudo mudou. Scheidt se recuperou e terminou no 15.º lugar. O catarinense fechou muito mal o Mundial e acabou em 21.º.

O resultado deve fazer a Confederação Brasileira de Vela (CBVela) aproveitar os Jogos Pan-Americanos para anunciar que Scheidt será o representante do Brasil na classe Laser dos Jogos do Rio-2016. O maior medalhista olímpico do País participou, no atual ciclo olímpico, de 16 competições em que Bruno Fontes também estava. Levou a melhor em todas.

Em busca do que poderia ser seu 11.º título mundial, entretanto, Scheidt teve uma campanha muito abaixo do esperado no lago de Ontário, especialmente na primeira parte da competição, quando os mais de 150 barcos estavam divididos em três flotilhas (grupos que largam em raias diferentes).

Quando os 53 melhores foram juntados na flotilha ouro, Scheidt cresceu. Nesta quarta-feira, no último dia do Mundial, venceu uma regata e ainda somou um 13.º e um 19.º lugares. Terminou a competição com 132 pontos perdidos, a apenas 35 do medalhistas de prata, Philipp Buhl (Alemanha). Nick Thompson, da Grã-Bretanha, ficou com o ouro e Tom Burton, da Austrália, com a prata.

Pelo formato do Mundial da Laser, foram disputadas 13 regatas, uma a menos do que o previsto, sem medal race. Bruno Fontes se deu mal nessa. Afinal, chegou ao último dia da competição em sétimo e terminou numa frustrante 21.ª colocação. Obteve um 29.º, um 33.º e um 35.º lugares nesta quarta-feira e terminou com 165 pontos perdidos. Em 17 participações em Campeonatos Mundiais, segue com duas oitavas posições como melhores resultados.