Maior medalhista olímpico do Brasil, com cinco pódios, Robert Scheidt voltou a fazer história. O velejador de 46 anos garantiu índice para disputar a sua sétima Olimpíada, um recorde entre atletas brasileiros, ao terminar nesta terça-feira a sua participação no Mundial da classe Laser em 12º lugar, em Sakaiminato, no Japão.

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Desta forma, ele fechou a competição seis posições abaixo da linha de corte estipulada pela Confederação Brasileira de Vela (CBVela), que era a 18ª colocação. O brasileiro ainda precisará esperar, porém, pela sua convocação para os Jogos de Tóquio-2020 porque, pelo critério adotado pelo Conselho Técnico da Vela (CTV) e ratificado pela CBVela, o bicampeão olímpico pode perder a vaga olímpica se outro atleta do Brasil for medalhista no evento-teste de Enoshima, ainda neste ano, ou subir ao pódio no Mundial da classe Laser em 2020.

“Saio do Japão com a sensação de missão cumprida e bem contente por ter dado esse passo importante, que foi cumprir o índice da CBVela e do Comitê Olímpico Brasileiro. O fato de estar elegível para a equipe do Brasil que vai competir em Tóquio, em 2020, é um motivo a mais para trabalhar, pois esse Mundial mostrou que, para atingir o objetivo de andar entre os Top 5 e chegar ao Top 3, ainda existem detalhes da minha velejada que preciso aprimorar. Esse vai ser o foco para os próximos meses”, afirmou Scheidt, por meio de declarações distribuídas pela sua assessoria.

E o experiente velejador já projetou o grande desafio que terá no próximo mês, também no Japão. “Vou competir na raia olímpica, em agosto, em Enoshima, com objetivo de ratificar a vaga e buscar evolução para estar em condições de brigar por medalha em Tóquio”, reforçou.

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Scheidt exibiu desempenho oscilante neste Mundial da Laser em Sakaiminato e, no último dia de disputas da competição, voltou a ter dificuldades e obteve um 21º e um 32º lugares nas regatas finais. Mesmo assim, conseguiu se manter em 12º na classificação geral, 13 à frente de Bruno Fontes, concorrente direto à vaga na equipe brasileira em Tóquio-2020, que terminou em 25° no geral.

Este Mundial foi a terceira grande competição de Scheidt em seu retorno à classe Laser, na qual ele foi medalhista de ouro olímpico nos Jogos de Atlanta-1996 e Atenas-2004, assim como faturou uma prata em Sydney-2000. Entre o final de março e início de maio, ele disputou o Troféu Princesa Sofia e a Semana de Vela de Hyères. Em ambas as competições, ele ficou a apenas uma posição de avançar à medal race, a regata da medalha. E antes de competir em Sakaiminato, ele ganhou o título europeu da classe Star, na qual conquistou as suas outras duas medalhas olímpicas: a prata em Pequim-2008 e o bronze em Londres-2012.

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Em Tóquio-2020, Scheidt almeja se isolar como maior medalhista olímpico do Brasil. Ele divide este status com o velejador Torben Grael, que também acumula cinco pódios: dois ouros (em Atlanta-1996 e Atenas-2004) e dois bronzes (Seul-1988 e Sydney-2000), todos na Star, além de uma prata em Los Angeles-1984, na classe Soling.